Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012

Tarde de Quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DOS...

...amigos recebi essas mensagens reconfortantes  pelo desencarne da minha mãe e em referência a um escrito que  fiz, ante a sua partida,  e publiquei nesse blog, na última segunda-feira,27.
     Partilhar esse carinho como meus  leitores  é um alento. Por isso o faço.


Ohh Maria, como sábio foi o Senhor em te dar o dom da escrita de forma tão abundante!
Compartilhar conosco um pouco da sua admiração e carinho para com a sua mãe é para mim um aprendizado como filho!
Se de alento você precisa, muito mais alento você nos passa ao sentir, na sua escrita, tamanha sinceridade e amor para com sua família e, sobretudo, sua mãe!
Obrigado por toda essa sentimentalidade, mesmo você vivendo momentos de angústia! Sua escrita como sempre me traz emoções fortes! Fique em paz na certeza consoladora que nossa amiga agora compartilha de uma vida feliz e bela, do jeitinho que foi preconizado para ela no seu registro de nascimento: Felisbela!

Thiago Dias



Querida Beta

   É com muito pesar que recebo essa notícia. Dona Neta se foi mas deixou o legado do bem viver entre a família e amigos. Pessoa sempre muito prezada por todos e, principalmente, pela minha geração a quem tanto deu bons exemplos e ensinamentos. Como me lembro eu, criança, na casa dela.
      A você, D’arc, Germano, Luiz e demais familiares as minhas mais sinceras condolências.

Francisco Viana
Chiquinho de...



 Oi Betica, acabei de ler essa carta linda que vc escreveu, chorei tudo que tinha direito e entendo o que você sente... Sei que dói muito mas o que podemos fazer ? A coisa boa é que você é    bastante espiritualizada e isso deve te ajudar bastante.

   Um beijo grande, Deus te proteja.
            Shirley Cavalcante


 Bernadete, Não tinha tomado conhecimento da passagem de sua mãe. Com tanta dedicação em atender e acolher bem as pessoas que a rodeavam, imagino que muitos estavam esperando sua chegada no plano espiritual.  Muitos disseram assim...
Agora não tem perigo de ninguém passar fome aqui! Lá vem aquela Senhora franzina, mas dura nas palavras, que adora empanturrar as pessoas com comida!   Sei que vocês guardarão na memória as boas lembranças daquela a qual os ensinou a lutar sem perder a ternura.

Saudades e paz.
  Marcelo Manduca


  Beta, soube do acontecido sábado. Com certeza ela está onde merece, pela maravilhosa pessoa que era. Aproveito para lhe parabenizar pelo belíssimo texto em homenagem a sua eterna mãe.

Ana Claudia Freitas Tertulino


 

Nossa,  prima que coisa mais linda!!!!!!! Ela está muito feliz, tenha certeza disso.Bj

Maria Candida Nobrega Lepletier


Muito emociante sua história  Beta, só  posso dizer és maravilhosa. Um abraço a essa amiga que só agora conheci.

João Goiana  e Diá




Amiga irmã você é muito especial....
Abraço!
 Lúcia Rêgo


Fiquei sabendo hoje de sua mãe. Uma certeza que conforta é que ela desempenhou brilhantemente sua missão em terra. Um grande abraço para você   e Darc.

Delane Rêgo


Lindo o texto, me emocionei, e viajei quando estava lendo, lembrando da nossa infância. Para mim sua mãe fez apenas uma viagem, assim como o meu Pai e minha irmã.

Francisca Marinho


Pôxa Beta, sinto muitíssimo! Sei bem a dor que sentes, mas, DEUS a confortará e tomará conta dos órfãos, é assim que diz a Palavra do Senhor. Força minha querida amiga.

Edineide Barbosa



Bernadete, Eu teria todas as espécies de palavras, mensagens, poemas, composições, tudo para tentar confortá-la e tratar desse momento que você vive. Mas vejo que o momento é seu e não me cabe sugerir nada. Você sabe vivê-lo - Bela, extensa e notável carta que li no blog – e dele tira a força que precisa para continuar sua jornada entre os que ficaram depois de Dona Felisbela. Desejo apenas – e tenha certeza que será assim - que faça da continuação da sua vida aquilo que ela gostaria que você fizesse . Um beijo.

Walter Medeiros





Bernadete, forte Abraço!!!

Graça Sousa Beserra Medeiros




Lindo.....tudo que eu gostaria de poder escrever e dizer para a minha mãe. E a você tudo que posso dizer é: estou aqui...beijos...
Com carinho,
 Silvia Melo



Oh Beta!
Agora que tomei conhecimento desse ocorrido. Deixo aqui o meu abraço fraterno com o coração super apertado. Transmita a Darc , Gemano , Luiz e demais familiares

Beijo  Grande, fique com Deus!

Raimundo Benjamin do Nascimento






Minha querida Berna, sinta dividida comigo a dor que te consome. Ela, com toda a certeza, estar em um lugar de onde permanecerá  olhando e protegendo você e todos os que lhe são preciosos. Gostaria de saber se posso publicar este belíssimo escrito.Creio que muita gente, em situação análoga, gostaria de ter o dom de dizer o que você, com o coração, mostrou nessa bela narrativa.
Um beijo enorme no teu coração.

Do teu amigo e irmão
Herbert Mota


Caríssima,
Parabéns. Ficou uma linda homenagem a sua mãe.
abraços
Ivonete Soares



Amiga Beta...

Nesta manhã, que me emociono, o que dizer pra ti? Não vou falar nada, apenas agradecer a Deus pelo o que representou D. Felisbela em sua vida. As boas lembranças te confortarão.
Abraços,
Passos Jr


Minha querida "BETA" sinto muito a perda de sua mãe. Aceite minhas sinceras condolências.
     Fiquei sabendo através do seu e-mail. Se tivéssemos a competência e coragem de falar aos que amamos da mesma forma que as vezes escrevemos, não tenho dúvidas que seríamos e faríamos esses pessoas mais felizes. Esse seu depoimento é de um sentimento e grandeza infinita, parabéns.
Você é uma pessoa inteligente, sensível e que eu admiro muito.
Um grande abraço desse seu amigo embora nunca presente mas que tem você sempre no coração.

      Francisco Faule de Souza Marques



Amiga sinto muito,sei o que é isso, pois passei por isso quando tinha 15 anos, que Deus te dê forças para seguir em frente.Você  estará nas minhas preces.Abraços de sua amiga que lhe quer muito bem.

Rosângela Lima

Ola Beta!
Gostaria de dar meus pesâmes pela passagem de sua mãe. Eu e Carlos Magno ficamos sentidos por sua perda. Tenho boas lembranças de quando era pequeno e ia tomar banho nas bicas da rua do "bar" e passava por frente da sua casa e sempre falava com ela! Mas com certeza esta num bom lugar em paz e com Deus!
Grande abraco e ficamos em oração por vc e os seus!
Cyro e Carlos Magno



Feliz Felisbela
ao encontrar seu amor de quase menina!
... QUE OS ANJOS TOQUEM TROMBETAS
NA ALEGRIA DO ESPERADO ENCONTRO


Bela jovem que conheci na infância,
com seu vestido elegante e bolero.
Com cabelos ondulados,sorriso discreto,
encantada pelo jovem Chico Germano


FELIZ foi na sua missão de austera mãe
Infeliz na trágica ausência do amado,
sem esperanças de retorno ao lar
em silenciosas décadas de ausência


Austera mulher do seu tempo!
Seu rosto às vezes bravo,
Escondia um nobre coração doído.
Forte na condução do leme familia


Sua alma e mãos sensiveis
Buscou a terapia da costura,
A beleza do bordado cristalizado
em momentos de graça e vida

ELEGEU MÃE RAINHA EM SEU CORAÇÃO
com amor e devoção!Que hoje a recebe
com amor carinho e doces canções.
AGORA,SIM.FELIZ FELISBELA!

AQUI,com sua missão cumprida,
e suas bênçãos vindas do jardim divino,
a vida segue e suas filhas cuidarão...
Ficará tudo bem em nome de sua memória


AGORA SIM.FELIZ FELISBELA
FELIZ CHICO GERMANO!
DEUS OS ABENÇÕE PARA SEMPRE


Com amor,
Darcy Cavalcante
NATAL,28.02.2012






Terça-feira, Fevereiro 28, 2012

TERÇA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2012

 AGRADECER...

...de forma nominal  o apoio que recebemos, sempre nos momentos mais dificeis,  é correr o risco de ser "injusto" com alguns, não por falta de reconhecimento da sua contribuição, mas por  falha de memória  nossa.


DURANTE...

...todo o ano em que a minha mãe esteve doente, nós recebemos o carinho e amizade  necessários a todo ser,   nos seus momentos mais dificeis.
     E nem me refiro  a família, porque família sempre se une e se  reune  nesses momentos de dor.


E...

...a família esteve  conosco no último sábado,  familiares  da minha mãe, tios e primos  paternos. 
    E a esses nós realmente nem precisamos dizer o quanto ficamos gratos, porque na verdade, eles bem sabem   do nosso carinho e sabem, mais ainda, o quanto desempenharam,  nos melhores gestos, o papel que  toda família tem.

CONTUDO...

... e sem minimizar   o gesto da nossa família,  eu pediria permissão a todos eles, para ressaltar  quão valioso foi,   o que fizeram  os amigos, na verdade,  familiares que Deus não nos  destina  por laços genéticos, mas que nos concede a graça de escolher.

PARA...

...me reportar a todos, ao longo do ano,  eu teria que escrever  meses seguidos nesse blog, pois foram muitos os amigos que se fizeram presentes, mesmo quando ausentes fisicamente. No entanto,   gostaria de,   em nomes de algumas amigas e amigos, extender ao demais a nossa gratidão.
    Inesquecível  o  cuidado de Silvinha, Lena  e da minha amiga, irmã e comadre, Gilma,   as quais, juntas,  cuidaram, na madrugada de sábado,   carinhosamente da minha mãe nos  seus últimos minutos de vida terrena.
    Não demorou muito e  essa corrente do bem se ampliou   para todas os demais afazeres que um velório, na nossa cultura ocidental,  requer.
     Gigi, Maívia, Antonieta (Pretinha), Uanda Dias tomaram conta da casa e de tudo  sem que  precisássemos  fazer qualquer coisa.  A elas,  se somou Francisca Magalhães e Zé Wilde, sem contar  Cledineide que viajou conosco,  pois  não hesitou em retornar para  Portalegre, menos de 12 horas depois de ter saído de lá, para fazer a sua parte.
     E isso não é grande, é grandioso. Não foi à toa, que Deus colocou cada uma dessas pessoas   na nossa vida.
       Que eu soube ainda se somaram Ivete Cavalcante e Maria José Freitas(Bizé), mas tenho certeza que dezenas de outras pessoas  incluiram-se nessa tarefa de servir e acolher a todos que nos vinham   abraçar.
        Dizer  Obrigada!   a todas essas pessoas, simplesmente, jamais terá a dimensão da gratidão que  sentimos.
         E, sem dúvidas, seremos por toda vida gratos.

OUVIR
   
        Um velório não apenas dar o último adeus a quem parte, pela estrada do viver além da vida, se vai, é,  fundamentamente,  sentir  de verdade cada um que nos ampara, é ouvir  a palavra honesta e harmoniosa de quem fala com o coração.
      E de tudo que tive e  recebi   fui agraciada com   falas que me marcaram para sempre. Tive de pessoas, cuja dor maior ainda sangra no peito, a grandiosidade delas em deixar a própria dor, para  partilhar da minha.

PAIS...

...que,  ainda    submersos no mar das próprias lágrimas,  vieram à tona   para ajudar a confortar o meu choro, pessoas que até então não tinham saído de casa, desde a partida   de um filho para o plano  espiritual, foram se despedir da minha mãe; Joãozinho e Diá, fizeram isso. Weruza Dias que,  como eles,  também  "perdeu" um filho pelo brutal crime do assassinato, se vestiu de coragem e foi ao sepultamento, rompendo todo a sua dor, cortando a própria carne, para acompanhar um cortejo fúnebre, o que não fazia desde a ida de seu filho.
      E nessa luta   com eles mesmos e suas dores,  ainda me disseram:  Eu não poderia deixar de vir. 
        E tudo que posso responder é: Isso eu não esquecerei. 


AINDA...

...teve, tão importante quanto todos,  àqueles que deixaram a divergência  ideológica e convergiram  pelo  caminho do conforto. Fosse num abraço, fosse num telefonema.


E...

 ...o que mais, eu poderia querer ?  a minha dor  ficou  tão menor quando partilhada  com tanta gente.


DA GRATIDÃO AO POEMA QUE AGRADECE


    A gratidão é uma forma singular de reconhecimento. E o reconhecimento é uma forma sincera de gratidão.

                                  
                                   Alan Vaszatte


    

Segunda-feira, Fevereiro 27, 2012

SEGUNDA FEIRA, 27 DE FEVEREIRO DE 2012

EU, MINHA MÃE, NÓS...


 No último sábado, 25, ganhei mais proteção no (e do) alto: D. Felisbela, depois de cuidar de mim e dos meus irmãos por aqui, na sua missão de mãe, se foi...

Certamente resolveu partir por ter adquirido a certeza que já podíamos mesmo caminhar com “as próprias pernas”, embora que, para as mães, os filhos precisam sempre delas, tenham a idade que tiverem.

Passei boa parte da vida, especialmente da minha infância e adolescência, pensando como seria quando a minha mãe se fosse: chorava (muitas vezes e às escondidas para que ninguém soubesse o porquê das minhas lágrimas) o meu medo de “perdê-la”, quando ainda acreditava na morte como o fim e não como um recomeço.

O meu pai já havia partido quando éramos crianças, eu, só tinha três anos, e tudo que havia me deixado era àquela imagem de um homem caído ao chão, quando do seu acidente com uma arma de fogo. E depois a certeza vinda da fala de todos, do quanto ele era GRANDE.

Cresci me perguntando por que todos, pelo menos os da minha idade, em Portalegre, tinham pai e eu não. Deve ter sido por isso que a possibilidade de ficar sem mãe, era tão assustadora para mim, porque metade do que temos de melhor eu já havia “perdido”.

Naquela fase, ainda não tinha compreensão da bondade de Deus, pois questionando a partida do meu pai, nem percebia que quase como uma compensação, ele havia me dado duas mães; Felisbela (Neta Germano)  e Hilda. Mães  diferentes e, indubitavelmente, tão iguais, sobretudo no amor, mesmo que demonstrado de formas tão diferentes.

O presente divino foi tão perfeito que as duas eram equilíbrio nas suas diferenças. Enquanto uma educava a outra deseducava; enquanto uma ia a outra ficava, enquanto uma punia pelos minhas traquinagens, e não eram poucas, a outra escondia os "mal feitos"; enquanto uma exigia disciplina e educação a outra exibia os meus avanços na escola. Mas as duas, igualmente,  me colocavam embaixo “das asas” guardiãs que só as mães, verdadeiros anjos, as têm.

    Em D. Felisbela vi, ao longo do seu tempo comigo, a fortaleza edificada. Órfã de mãe aos 17 anos, viúva, com quatro filhos, aos 33, se mostrava uma mulher além do seu tempo, ela nasceu em 1931. Nunca foi  só a esposa, como era a maioria das mulheres da sua época, foi, durante os nove anos em que esteve casada, a companheira do marido, secretariando-o no seu ofício de “comprador de algodão”.
    A ela competia a tarefa de anotar, num grosso livro de “contas correntes” débitos e créditos de todas as safras de algodão que Portalegre produzia e o meu pai negociava. Pagar, receber, emprestar, gerenciar a casa e garantir almoço suficiente para quem, por ventura chegasse, sem aviso prévio, eram tarefas  dela.

Católica fervorosa desde sempre, nos imprimia à sua religião com a obrigatoriedade da missa dominical, aonde íamos exibindo, a cada semana, um vestido novo, confeccionado com uma perfeição ímpar que só ela tinha. O vestido, fosse dos tecidos finos como pele de ovo ou organdi bordado, tinham seus modelos devidamente copiados das parcas revistas de moda que ela conhecia e, na sua grande maioria, criados por ela.

De todos os filhos sempre fui a mais parecida com ela, pelo menos era o que todos diziam. Parecíamos fisicamente e até na personalidade, talvez por isso divergíamos muitas vezes, pois os iguais não se atraem, se repelem.

Comigo ela viveu mais a desobediência que a obediência, pois enquanto a minha irmã ouvia as suas determinações e acatava, eu, as ouvia e questionava. Respeitou a maioria dos meus desejos e atitudes, e nunca foi capaz de interferir nas minhas decisões mais extremas.

Teve que me transferir de um colégio de freiras, quando, com 14 anos eu lhe disse que lá não estudaria mais, e que se ela insistisse em me manter  naquele colégio, eu não passaria de ano.

Repeti a sétima série desafiando a autoridade de mãe, mas, sobretudo, pelo desejo de me libertar daquele colégio que me parecia uma prisão, e que ela, como mãe, só conseguia enxergá-lo como a melhor escola.

Aos 18 aceitou a minha escolha profissional e me presenteou com uma pequena festa na minha aprovação no vestibular. E foi num dia qualquer de janeiro de 1981 que eu e minha mãe deixamos de morar na mesma casa, porque juntas sempre estivemos.

E a vida seguiu pra mim “numa cidade grande” e ela voltou para o pequeno lugar que  amava; Portalegre, agora com um único filho em casa, justamente o que jamais a deixaria, a sua maior missão na terra; Luís, o seu filho especial.

Ano passado quis Deus que nos juntássemos de novo, para vivermos na igualdade as nossas diferenças,  e por ironia em papéis invertidos, quando uma isquemia lhe tirou parte dos movimentos. Fui a filha que virou  mãe e até  madrasta. Madrasta, sobretudo quando a vi, indignada pela paralisia, trilhando o caminho da pior de todas as enfermidades: a depressão.

Tentei, do único jeito que sabia, travestindo-me de mãe autoritária, desviar-lhe daquela trajetória que, se seguida, seria um caminho sem volta. Via a sua fé abalada pela enfermidade e o pessimismo tomando forma.

E com isso eu não concordava, isso eu não podia deixar prevalecer. Foram os mais duros meses de minha vida. Vivi o misto de pena, incompreensão, revolta, isolamento, desamparo, responsabilidade demasiada, incapacidade e impotência, misturados ao meu amor por ela.

Em contrapartida exercitei a minha doutrina espirita, fiz da minha Madrinha a minha conselheira, a minha psicóloga, a minha sustentação.

Tentei transformar todas as dificuldades em piada e conheci os verdadeiros amigos, em particular os  de Portalegre.

Nada na nossa vida é por acaso.

Dias antes de deixá-la, porque o trabalho me imprimia à obrigatoriedade do retorno a Natal  e precisava de tempo para mim, também, despedacei-me como um vaso que quebra, represei as lágrimas antes que elas corressem e com uma coragem que não era minha, uma insensibilidade que não tenho a olhei e disse:

Agora é por sua conta, você pode e vai comandar a sua casa de novo, mesmo nessa cadeira de rodas.

 E ela respondeu:  -Eu vou.

Entreguei-lhe um caderno com anotações de despesas, mostrei-lhe aonde tinha algum dinheiro reservado, além do das despesas diárias e a deixei encarregada de cuidar de tudo.

A minha intenção era mostrar-lhe que era possível viver e fazer, mesmo portando limitações. Complementei : E cuide do “meu filho” também.

Ela sorriu e respondeu: Tá Certo.

O filho ao qual eu me referia, é o meu irmão mais velho, portador de paralisia cerebral.

Peguei um pequeno travesseiro que ela insistia em tê-lo por perto, ao qual eu apelidei de “marido”, e disse: Fique de olho no seu marido, não vá o deixar ir para a farra.

     Não trouxe comigo nenhuma culpa, pois tinha certeza que ela não estava sozinha. Havia, além das pessoas responsáveis por cuidar dela, os verdadeiros amigos que desde o dia 01 de março do ano passado, se transformaram em filhos e estavam por perto, sempre. Como na verdade estiveram. Foram essas pessoas que, sem nenhum laço consanguíneo, assumiram o nosso lugar na nossa ausência e ajudaram até no momento do seu desencarne.

   No dia destinado a sua partida, ela viajou cedo, esperou o nascer do sol, de um sábado pós-carnaval,  para renascer na vida espiritual. Foi acolhida com  o amparo que a espiritualidade não nega as almas altruístas. Segundo os que acompanharam o seu desligamento da matéria, sofreu o mínimo, nada reclamou e teve a lucidez de ainda fazer a prece do Pai Nosso antes de deixar a terra.

Minha mãe desencarnou com o equilíbrio que teve em vida, mesmo com todo o medo que tinha da morte, conseguiu manter a serenidade ante ao que mais a assustava. Desde o momento que eu  soube através da “filha caçula” dela, Aglagilma, que ela estava por um fio, consegui me manter tranquila e pedir ao anjos espirituais que a recebessem como ela merecia.
    Deus já havia me dado a capacidade de suportar a dor da partida de uma mãe, há dois anos, e eu já sabia que seria capaz, de novo. Passei a imaginar a minha mãe, não como um corpo frio em um caixão cheio de flores, mas como uma criatura caminhando numa cidade espiritual e sendo acolhida por quem a ama.
 Mais do que vê-la fria e imóvel, como ficam todos quando se desligam da sua essência; o espírito,  preferi abraçar e agradecer individualmente a cada um dos que se encontravam na nossa casa, por partilharem conosco daquele momento e, especialmente, pela solidariedade e apoio prestado ao curto e tão longo ano da sua convalecença.

    Morrer, felizmente, não é o fim, porque se fosse Deus não seria justiça, nem bondade. Morrer, nada mais é que a nossa transmutação pra um nascer de novo, sobretudo aqui nesse plano.

A minha mãe  viveu nessa encarnação a maioria dos seus resgates, e não foram poucos. Passou por todas as dores, mas Deus, embora fosse seu pedido, não lhe concedeu a maior de todas; a de sepultar um filho, visto que ela não queria partir e deixar Luis, sobretudo depois da isquemia, ela estava sempre voltada para essa preocupação.
     E, ao contrário do que ela pedia ao Pai, Ele, na sua imensa sapiência e bondade não lhe concedeu o pedido, ao invés disso deu-lhe a oportunidade de, saudável agora, cuidar dele  lá do alto, e esperá-lo, ou melhor, esperar-nos, quando chegar o nosso dia de partir.

Não sei se fiz pela minha mãe tudo que podia fazer. Também não sei se o que fiz foi o meu melhor,  e isso só o plano superior pode julgar e sentenciar, ninguém mais. Mas tenho certeza do que posso fazer ainda e sei que posso fazer exatamente aquilo que  é a coisa mais importante para ela: cuidar, aqui na terra, do filho que ela certamente aguarda no céu. 

Fique em paz mamãe, o seu filho-tesouro é a minha jóia mais preciosa agora.

Obrigada, primeiro, pela vida.

Obrigada por todas as lições de vida!

Não vou te pedir perdão pelas minhas faltas, porque mãe já é o perdão eternizado.

Posso não ter sido a filha predileta, mas mesmo silenciosa a Senhora nunca conseguiu esconder o quanto me admirava.

Obrigada, por ter me dado a oportunidade de, com a sua partida, ter a certeza que continuamos vivos e ter podido praticar a minha fé.

Não sei se ainda teremos a oportunidade de nos encontrarmos, numa dessas maravilhosas cidades espirituais, durante a transição de uma vida para outra. Também não sei se ainda reencarnaremos juntas, como família ou como amigas, simplesmente. Mas se assim Deus, no seu fabuloso plano da eternidade da vida, decidir, saiba que vai ser muito bom reencontrá-la de novo.

E se por acaso a Senhora ainda trouxer a genialidade das artes manuais e da costura, por favor, não deixe de me ensinar tudo dessa vez.

Eu, ainda, preciso dizer que te amo?

Não vou sentir saudades suas só agora, porque  eu sempre senti em todos os momentos  em que não estivemos juntas.

Beijos!









Quarta-feira, Fevereiro 22, 2012

QUARTA-FEIRA, 22 DE FEVEREIRO DE 2012

 HOJE...

...se completa 37 anos que o então prefeito Wilson Rêgo inaugurava a sede da Prefeitura de Portalegre, antes  alojada num único salão, no piso superior da Casa de Câmara & Cadeia.
    

CARNAVAL

    Dois dias na terrinha e  nenhuma festa carnavalesca. Quem quer sossego longe  do "frevo pernambucano", do "axé baiano" e do "samba carioca", encontra por lá.
     Mas pode encontrar também a pregação  evangélica de inúmeras igrejas que se reunem na cidade para suas orações.


DOMINGO

    O domingo, 19,   foi de muita chuva e também de muita alegria e risos  com  os amigos que foram a nossa casa  para comemorar o aniversário da minha irmã, Joana D'arc,  a  quem desejo vida longa, saúde e alegria.


ENQUANTO...

...muitos criticam o trabalho de Pedro Bial  no BBB,  sem dúvidas uma atividade bem aquém da sua capacidade profissional e intelecto, ficamos com uma das suas boas crônicas. 
   Talvez comandar o BBB, para Bial, seja exatamente em razão do que diz a letra C da sua crônica; um contrato.

Palavras ao vento
      Pedro Bial

     A primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra amor e se acha importantíssima por isso!

    Com A se escreve "arrependimento" que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe: "adeus"... Ah, é com A que se faz "abracadabra", palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa...

    Com B se diz "belo" - que é tudo que faz os olhos pensarem ser coração; e se dá a "bênção", um sim que pretende dar sorte.

    Com C, "calendário", que é onde moram os dias e o "carnaval", esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada. "Civilizado" é quem já aprendeu a cantar "parabéns pra você" e sabe o que é "contrato" :  "você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo".

    Com D , se chega à "dedução", o caminho entre o "se" e o "então"... Com D começa "defeito", que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição e se pede "desculpa", uma palavra que pretende ser beijo.

    E tem o E de "efêmero", quando o eterno passa logo; de "escuridão", que é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas; e "emoção", um tango que ainda não foi feito. E tem também "eba!", uma forma de agradecimento muito utilizada por quem ganhou um pirulito, por exemplo...

      F é para "fantasia", qualquer tipo de "já pensou se fosse assim?"; "fábula", uma história que poderia ter acontecido de verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca; e "fé", que é toda certeza que dispensa provas.

    A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando a confundem com o J. G, de "grade", que serve para prender todo mundo - uns dentro, outros fora; G de "goleiro", alguém em quem se pode botar a culpa do gol; G de "gente": carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo.

   Depois vem o H de "história": quando todas as palavras do dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada.

     O I de "idade", aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira.

      J de "janela!, por onde entra tudo que é lá fora e de "jasmim", que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar assim.

      L de "lá", onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui; de "lágrima", sumo que sai pelos olhos quando se espreme o coração, e de "loucura", coisa que quem não tem só pode ser completamente louco.

      M de "madrugada", quando vivem os sonhos...

      N de "noiva", moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro.

      O de "óbvio", não precisa explicar...

      P de "pecado", algo que os homens inventaram e então inventaram que foi Deus que inventou.

     Q, tudo que tem um não sei quê de não sei quê.

     E R, de "rebolar", o que se tem que fazer pra chegar lá.

     S é de "sagrado", tudo o que combina com uma cantata de Bach; de "segredo", aquilo que você está louco pra contar; de "sexo": quando o beijo é maior que a boca.

    T é de "talvez", resposta pior que "não", uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança... de "tanto", um muito que até ficou tonto... de "testemunha": quem por sorte ou por azar, não estava em outro lugar.

    U de "ui", um "ai" que ainda é arrepio; de "último", que anuncia o começo de outra coisa; e de "único": tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.

   Vem o V, de "vazio", um termo injusto com a palavra nada; de "volúvel", uma pessoa que ora quer o que quer, ora quer o que querem que ela queira.

    E chegamos ao X, uma incógnita... X de "xingamento", que é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém; e de "xô", única palavra do dicionário das aves traduzida para o português.

    Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi usada pelo Zorro... Z de "zaga", algo que serve para o goleiro não se sentir o único culpado; de "zebra", quando você esperava liso e veio listrado; e de "zíper", fecho que precisa de um bom motivo pra ser aberto; e de "zureta", que é como fica a cabeça da gente ao final de um dicionário inteiro.

Terça-feira, Fevereiro 21, 2012

Terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

DESASTRE BIOLÓGICO



O Estado do Rio Grande do Norte passa por um grande problema biológico, uma "Borboleta" infecta uma "Rosa" e a partir de então as duas começam a desenvolver ações comuns, mesmo que a primeira faça parte de nossa flora e a segunda de nossa fauna. É um caso incomum no nosso meio ambiente! Vejamos alguns exemplos:

1ª ação comum: observando sua incapacidade de governar, colocam para a sociedade que todos os problemas de sua "des-gestão" são dos governos anteriores;

2ª ação comum: desorganizam todos os serviços públicos relevantes à sociedade, chegando a parar alguns e começam a frequentar procissões, festas e cultos religiosos, identificando essas ações como as mais relevantes do seu mandato;

3ª ação comum: oprimem a participação popular desqualificando os conselhos de políticas públicas, desmobilizam as conferências, deixa cortar, por falta de pagamento, telefones públicos, principalmente aqueles onde a população tem o direito de colocar suas insatisfações;

4ª ação comum: apresentam incapacidade até de encaminhar os projetos deixados por governos anteriores, tendo como resposta a estagnação das obras públicas;

5ª ação comum: assumem reações virais de "veaquice" (aquele que não paga nem promessa de uma carrada de areia, mesmo morando na beira da praia) conforme diz meu Tio Inácio Lucas. O poder público começa a não pagar sua contas primeiramente com os servidores públicos e depois com as empresas prestadoras dos serviços.

6ª ação comum: tentam impedir que mais informações negativas de suas administrações venham à tona. Por isso maquiam números, fecham acordos com os donos de jornais, TVs e outros meios de comunicação controlando a imprensa. A nossa sorte são os meios alternativos de mobilização e comunicação! Para dar um exemplo, durante a semana pedagógica no município de São José de Mipibu, foi comunicado por um delegado que possivelmente o número de fugitivos do Presídio de Alcaçuz tenha sido o dobro do noticiado, amparando as palavras do juiz corregedor que em entrevista informou, o desgoverno da "Rosa" não sabe nem quem está dentro e nem quem está fora de Alcaçuz.

Neste ano de eleições municipais muitas e muitos "Borboletas" e "Rosas" aparecerão como salvadores da sociedade, milagreiros e resposta para todos os problemas sociais, igualzinho como ambas foram apresentadas através de um grande "marketing da bondade".

Hoje, a maioria sabe que deu um tiro no pé, se estava ruim, ficou bem pior! Administrar é um ato de responsabilidade e não pode, simplesmente, ser pautada por palavras bonitas sem observar as dificuldades inerentes ao exercício do cargo. Não podemos deixar nossas decisões a mercê da mídia, pois ela tem lado e atende a interesses principalmente pessoais. Busquemos mais informações sobre cada política social, programas e projetos, além de nos atermos aos princípios da nossa Constituição, caso contrário mais "Borboletas" e "Rosas" virão para "reconstruir" o que já temos.


       MARCELO MANDUCA
    Presidente do PT De Acari RN


CONFORTO
 
Querido ...Celo,  para que não percamos, de vez,  a esperança,  temos que pensar que  as borboletas tem vida curta e as rosas, perfumadas ou não,   murcham.
 
 
OU...
 
 ...num dos mais "belos poemas que já li, podemos nos pautar, a partir dele, quando diz:  "tudo passa, tudo finda, a maior dor e a ilusão mais linda."

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012

SEXTA-FEIRA, 17 DE FEVEREIRO DE 2012

SE...

...a informação “a priori”  não tivesse partido da minha irmã, Joana D’arc,num telefonema ontem a tarde,  em quem confio plenamente, certamente eu não teria acreditado, sem que tivesse realmente  lido,  o despautério escrito pelo conterrâneo Edielson Soares, texto que faço questão de reproduzir, não só com o objetivo de esclarecer sobre o que me diz respeito, como também com o intuito de levar um pouco dessa comédia aos leitores do Dito Bendito. Rir é o melhor remédio.


NO...

... seu espaço, no último dia 15,  Edielson Soares publica a seguinte (des)informação ou, como diz o próprio, publica  boatos, notícias desencontradas e especulações.
   Mas antes de ser boato e especulação o que está colocado em quase toda a redação, nada mais é que uma criação pautada na ignorância política de quem escreveu. Então vejamos:


Política em Portalegre: Nomes de pré-candidatos a vice-prefeito continuam indefinidos

 Continua indefinido o nomo daquele que seria pré-candidato a prefeito para as próximas eleições em Portalegre.
 É do conhecimento de muitos que alguns nomes já foram falados, pensados, sondados, indicados, cortejado, mas não temos informações seguras de que esses nomes já tenham sido confirmados.
Diante do quadro atual, é normal as notícias desencontradas, boatos e especulações, a exemplo de nomes que já foram comentados em alguns blogs da cidade, com Luiz Carlos e Edson do Sindicato entre outros.
Na última eleição, em que deu chapa única, a indicação do vice também foi bastante movimentada. Na época, sem consenso, entrou a Laura Bruner filha do ex-prefeito Neto da Emater.
Outros boatos são de que o nome da atual vice não seria indicado, poque teria dificuldades para sua reeleição, motivo: por não ter nenhum trabalho prestado pelo povo da cidade, e também devido ao fato de residir em Natal.
Com a eleição de Laura Brunet naquela época, Portalegre teve pela primeira vez, uma mulher como vice-prefeita.
    Boatos dão conta de que uma outra mulher estria sendo indicada para concorrer na "chapa" de Neto da Emater, nas próximas eleições.
Dessa vez, por indicação do deputado estadual, Elias Fernandes do PMDB, a blogueira Bernadete Cavalcante entraria na corrida para se tornar a segunda mulher como vice prefeita de Portalegre.

DETALHANDO

Edielson Soares: Continua indefinido o nomo ( ele deve ter querido dizer o nome) daquele que seria pré-candidato a prefeito para as próximas eleições em Portalegre.

DITO BENDITO:   De que Partido ele estará falando ? Afinal são os nomes de prefeito ou vices ? no título ele diz uma coisa, no primeiro parágrafo outra.  Mas, mesmo não se sabendo a que partido o texto se refere, ou se é aos vices do título ou aos prefeitos do primeiro parágrafo,  é evidente que continuam indefinidos os  nomeS, pois a Lei eleitoral não permite a definição, nem a publicidade sobre esses nomes, antes da data previamente estabelecida pela lei eleitoral, que corresponde a data das convenções partidárias, onde se oficializa  as candidaturas para posterior registro.


Edielson Soares:  É do conhecimento de muitos que alguns nomes já foram falados, pensados, sondados, indicados, cortejado, mas não temos informações seguras de que esses nomes já tenham sido confirmados.

 DITO BENDITO:   Não tem como meu caro, nem com muita oração, que nomes sejam confirmados, até porque  a legislação não permite . Falta aí além da  concordância no "CortejadoS", conhecimento da Lei eleitoral.
  Volto a lembrar,  confirmação só com convenção.


Edielson Soares: Diante do quadro atual, é normal as notícias desencontradas, boatos e especulações, a exemplo de nomes que já foram comentados em alguns blogs da cidade, com Luiz Carlos e Edson do Sindicato entre outros.
  
DITO BENDITO:  Que quadro é esse ?


   Edielson Soares:  Na última eleição, em que deu chapa única, a indicação do vice também foi bastante movimentada. Na época, sem consenso, entrou a Laura Bruner filha do ex-prefeito Neto da Emater.
   Outros boatos são de que o nome da atual vice não seria indicado, poRque teria dificuldades para sua reeleição, motivo: por não ter nenhum trabalho prestado pelo povo da cidade, e também devido ao fato de residir em Natal.
DITO BENDITO: Não seria trabalho prestado AO povo, meu caro?
   Além de voltar para a gramática, você precisa ler de fato  a legislação eleitoral  antes de escrever esse beteirol, porque não é serviço prestado ou não prestado que impede candidaturas.

 Edielson Soares: Com a eleição de Laura Brunet naquela época, Portalegre teve pela primeira vez, uma mulher como vice-prefeita.
 “Boatos dão conta de que uma outra mulher estria ( ele deve ter querido dizer ESTARIA, não?  espero que sim,) sendo indicada para concorrer na "chapa" de Neto da Emater, nas próximas eleições. Dessa vez, por indicação do deputado estadual, Elias Fernandes do PMDB, a blogueira Bernadete Cavalcante entraria na corrida para se tornar a segunda mulher como vice prefeita de Portalegre.

Agora vamos a esse final, o qual me faz referência :


DITO BENDITO:  Meu caro  conterrâneo, se não foi ESTARIA que você quis escrever, eu posso lhe garantir que não sou uma mulher  estria, nem com estrias, pois mesmo chegando aos 50 anos, logo mais em março, ainda não tenho nenhuma estria, nenhumazinha mesmo.
   Mas,  não poderia dizer o mesmo, se você tivesse escrito mulher celulite.
   ( ...) Boatos dão conta de que uma outra mulher estria ( ele deve ter querido dizer ESTARIA  mesmo, afinal Edielson é um "gentleman", e não vai nenhuma ironia nessa afirmativa) sendo indicada para concorrer na "chapa" de Neto da Emater, nas próximas eleições.

    Que se saiba, meu caro Edielson, para ser candidata ou candidato a qualquer cargo eletivo, é preciso, antes de tudo,  uma filiação partidária.
     Quem lhe assegura que tenho uma ?
     Se tenho, será que pertenço mesmo  ao partido do ex-deputado Elias Fernandes, que, coincidentemente, é o mesmo do prefeito Euclides Pereira ?
     E se eu não tiver filiação nenhuma?
   Será que o seu raciocínio (i)lógico é mesmo capaz de assegurar que ainda há tempo, de acordo com a legislação eleitoral, de fazer uma filiação para concorrer ao próximo pleito ?
    Para tanto prestígio junto ao ex-deputado Elias Fernandes, você não acha que eu precisaria, indubitavelmente, ser do PMDB,  para uma indicação ?
    Sim, porque já é sabido que numa coligação PP/PMDB em Portalegre essa indicação pertence ao PMDB e ao atual prefeito Euclides Pereira, de quem discordo numa série de medidas administrativas, todas  já expostas através desse  espaço.
     Levando-se em conta esse pequeno detalhe e o fato de o Prefeito, dono da indicação, nem ser uma pessoa com quem tenho qualquer  contato político,  aonde estaria a lógica da sua suposição?
    Por fim é dizer  ao blogueiro Edielson Soares: Elias Fernandes não indica nomes no âmbito municipal, apenas apóia candidaturas. Também não é deputado estadual, deixou de ser desde 2006.
    É preciso conhecer  o mínimo sobre pessoas da política  do estado, para se escrever, meu caro.
   E já que você sonha tanto e até acredita que é jornalista, chegou inclusive a declarar isso, no rádio, se sentindo diplomado pelo ministro Gilmar Mendes, vou lhe dar um conselho para que seus leitores tenham, pelo menos, uma redação com   o mínimo de  aplicação de  regras de redação jornalística: compre  um manual de redação e estilo,  pois se  é fundamental e necessário  para nós, os jornalistas, imagina para quem pensa que é.


POR  FIM...

... diria ao conterrâneo para que, antes de escrever tanta bobagem, analisasse  as contradições   entre a escrita e a realidade dos fatos e que,  em se tratando de eleições 2012, pelo menos lesse a legislação eleitoral, para nào cair no ridículo de publicações dessa natureza.


DIFÍCIL...

   ...mesmo é acreditar que alguém em estado de lucidez escreveria tamanha insensatez. Mas nem sei porque me surpreendo com fatos como esse, afinal o que esperar de uma criatura que se define como “autodidata em relações humanas” e ainda publica isso no próprio perfil ? 
     Não que Edielson seja uma má pessoa, isso ele não é.  Diria que, na sua condição de diplomado pelo ministro Gilmar Mendes,  mesmo  antenado com as mídias sociais, como ele mesmo  reporta, também em seu perfil,  as vezes   parece desconectado da realidade.
       Usando  um sinônimo do  "dicionário popular nordestino",  com relação ao que foi dito a  meu respeito, ele estava  "aluado" quando escreveu.
     
BLOGUEIRA, EU ?

  Não, não sou. Você  é.
  Embora escreva um blog, sou  jornalista com muito orgulho, mesmo pertencendo  a uma categoria profissional  invadida por muitos que pensam que são.


CERTO

 Antonio Sobrinho é que estava certo quando disse que: “Complicado não é beber e dizer besteiras. Complicado  é parar de beber, há mais de quinze anos, e continuar dizendo e escrevendo besteiras.


MAIS CERTO...

...ainda que  a  minha  indicação para Vice, é  a minha decisão de que, quando eleita,  convidarei Edielson para  ser meu assessor de imprensa. Mesmo sabendo que o cargo não lhe estaria a altura, tampouco ele aceitaria.

TENDO EM VISTA...


  ...essa minha candidatura, nascida  na e da  cabeça de Edielson,   pediria que um pouco das bombas e foguetões comprados, por um certo líder político, para comemoração democrática  da  aprovação final da Lei da Ficha Limpa,  também fosse destinado para celebrar a minha candidatura.    


QUANDO...

... leio aberrações como essas de Edielson  é que percebo, cada vez mais,  quão bem assessorado está um prentenso candidato a prefeito, por  esse  "great team". 
   Axé José!!!!!!!!!!!



DA ESCRITA IMPROCEDENTE A POESIA QUE JUSTIFICA

    Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito  ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.

 
                                                                  Albert Einstein









Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012

Quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

DIA 26

     Somente dia 26 de fevereiro e que se encerra o horário de verão, que começou em outubro. Embora o RN  não adote o horário, a programação de Tv, altera os nossos horário de rotina.


LEITURA

      Lendo um blog  me  questiono  sobre a qualidade de alguns cursos universitários, ante a lástima do portugues escrito.    E, no caso,  não é possível por a culpa  na "digitação".


Ação pede 2,5 supersalários de indenização 

 Alegando ter virado alvo da “inveja” até de seus familiares, o ex-diretor-geral do Senado Haroldo Feitosa Tajra quer receber na Justiça uma indenização de dar inveja. Em ação movida contra o Congresso em Foco, Tajra pede R$ 82 mil de indenização porque o site publicou que ele, em 2009, ganhava R$ 27.538,62, R$ 3 mil a mais que um ministro do Supremo Tribunal Federal à época, conforme auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O ex-diretor do Senado era um dos 464 funcionários da Casa com vencimentos acima do teto do funcionalismo, fixado pela Constiuição.


Ex-diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra aciona Congresso em Foco e pede indenização de R$ 82 mil por causa da divulgação do seu salário, que é superior ao teto.

   Tajra resolveu optar por outro caminho e não seguiu a orientação do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), que patrocinou a entrada de 43 ações contra o Congresso em Foco no Juizado de Pequenas Causas. O ex-diretor do Senado entrou na Justiça comum a fim de pedir uma indenização mais alta. Como ele mesmo diz na ação, quer o equivalente a 2,5 vezes o valor que o site divulgou.
    Com a ação de Tajra, são 46, no total, os processos que o site responde por revelar os supersalários no Legislativo, no Judiciário e no Executivo. O site já teve duas vitórias na Justiça contra o Sindilegis em ações que tinham por intuito impedir a publicação de reportagens sobre o tema. No caso dos processos no Juizado de Pequenas Causas, já terminou a primeira etapa, de audiências de conciliação. E os resultados, até agora, são favoráveis ao Congresso em Foco: 16 ações já devem ser extintas, reduzindo o número de processos enfrentados pelo site para 29, os 27 que restam em pequenas causas, este de Haroldo Tajra e um do sindicato, ainda em análise.
    Uma das reportagens da série publicada pelo site sobre supersalários mostrou que, em 2009, Tajra recebia R$ 27.538,62 brutos, ou R$ 3 mil a mais do que um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhava à época. Hoje, o teto é de R$ 26.723 por mês. Mas na ação, o ex-diretor geral e hoje diretor do Interlegis do Senado, mostra que ganha muito mais.

Muito mais

   No processo, Tajra pede R$ 82.615,86 de indenização e diz que o valor é “equivalente” a 2,5 vezes o salário que foi divulgado pelo Congresso em Foco. Na verdade, a indenização pedida significa 2,5 vezes e meia um salário mensal de R$ 33 mil por mês. O site apurou que este é o valor que Tajra, aproximadamente, recebia em 2011.
   Procurado no ano passado para falar sobre a auditoria do TCU, o ex-diretor geral preferiu não comentar o assunto. Mas ajuizou uma ação por danos morais contra o site meses depois. Procurado novamente na segunda-feira (13), Tajra não respondeu aos recados deixados com sua secretária e em sua caixa postal eletrônica.


Aviso ao juiz

  Tajra alega que a notícia sobre os supersalários não é de interesse público, que trouxe riscos à sua segurança, e lhe causou constrangimentos. Ele afirma que sua família, seus colegas de trabalho e seus vizinhos ficaram com “inveja” do quanto ele ganhava. Tajra diz que as pessoas do seu convívio social ainda nutriram contra ele sentimentos de “revolta” e “desprezo”.
   Na ação, o diretor do Interlegis diz que é servidor efetivo do Senado desde 1995, no último nível de sua carreira e que tem várias gratificações incorporadas a seu salário. Na sua avaliação, isso justifica o valor da indenização que ele pede, por não ser capaz de lhe enriquecer injustamente.
   Os advogados de Tajra ainda fazem um alerta ao juiz encarregado de julgar o caso, Fabrício Bezerra, da 13ª Vara Cível de Brasília, a quem foi distribuído ao processo. Dizem que, se ele permitir que jornalistas publiquem salários de quem ganha acima do teto, no futuro, o próprio magistrado poderá ser notícia. “Amanhã poderá ser Vossa Excelência quem terá o mesmo dissabor de ter sua vida pessoal completamente devassada por uma atitude irresponsável”, afirmam os defensores do servidor, Roberto Pozzatti e Renato Andrade.


Pós-Agaciel

  Tjara foi o diretor geral depois da queda de Agaciel Maia em 2009, acusado de esconder uma mansão de R$ 5 milhões de seu patrimônio. Depois de um mandato-tampão de Alexandre Gazzineo, Tajra ficou no posto durante quase todo o primeiro biênio da gestão do senador José Sarney (PMDB-AP). No início de 2011, quando começou o segundo biênio, a direção geral da Casa passou para Dóris Marize, ex-chefe de gabinete da filha de Sarney, a ex-senadora e hoje governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Hoje, Tajra é diretor do Interlegis do Senado, um programa de modernização tecnológica para as casas legislativas do Brasil.
  Em 2009, a revista IstoÉ noticiou que ele enfrentava um processo judicial com sua ex-mulher, que acusava o servidor agredi-la e também de usar de violência contra a sogra. Atualmente, a tramitação do processo está encerrada. O diretor agora move uma ação judicial contra a revista. Procurado para esclarecer esse assunto, Tajra não respondeu aos recados e pedidos de entrevista do Congresso em Foco.

Maratona judicial

    Por publicar a relação dos servidores do Senado que ganham supersalários, o Congresso em Foco vem sido submetido a uma maratona judicial, na qual é defendido pelo escritório do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral Joelson Dias. Em entrevista publicada pelo site no domingo (12), Joelson reafirmou sua posição de que, no caso, o interesse público sem dúvida sobrepõe-se a eventuais interesses privados. Esta sempre foi a convicção do site.
     Em primeiro lugar, o salário de qualquer servidor público é de conhecimento público, já que ao assumir um cargo, o nome e a remuneração-base são publicados no Diário Oficial da União. Da mesma forma, gratificações e cargos comissionados que aumentem essa remuneração também têm que ser publicados.
      Antes de colocar no ar a reportagem, o site consultou cinco juristas, e todos defenderam o direito do cidadão tomar conhecimento de uma informação de interesse público.
       Para a Ordem dos Advogados do Brasil, a marotona de ações no Juizado de Pequenas Causas caracteriza “má fé”. A exemplo da OAB, várias entidades jornalísticas e da área de comunicação também condenaram o comportamento dos servidores inspirados pelo Sindilegis, a quem acusam de tentar estrangular economicamente este veículo. O caso ganhou repercussão, ganhando destaque em vários outros veículos da imprensa, que noticiaram as ações contra o site. O caso Sindilegis, foi tema, inclusive, de editoriais dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo.