segunda-feira, setembro 01, 2014

Segunda-feira, 01 de setembro de 2014



MARINA e...

...o  preconceito, a homofobia, a  contradição. 

Refém  da sua assembléia, que para mim não é de Deus, porque nunca soube que Deus fosse homofóbico,   Marina da Silva, segundo divulgado na imprensa, obediente a pastores  sobretudo a Silas Malafaia, recuou no que se refere ao posicionamento sobre união de pessoas do mesmo sexo.

FICO...

...pensando sobre o que será dos meus amigos, amigas, parentes em particular, e de todos os brasileiros homossexuais, caso Marina e a sua trupe que discursa  dizendo que virão fazer a nova política ( e já se mostram presos mesmo ao que existe de mais  velho na política e na vida)  chegue ao poder. 
 Serão os homossexuais levados à fogueira  para queimar  o "demônio gay" que os habita ?


CONHEÇO...

...pessoas dentro de famílias evangélicas  que são homossexuais. Inclusive acredito que tenham votado em Marina, nas últimas eleições.  Será que votarão de novo ? 
Será que ficarão ao lado de quem condena a sua livre escolha ? 
Marina vai querer o voto dos homossexuais ? De acordo com a sua crença são pessoas "pecadoras", portanto não deveria aceitar,  pode ser contagioso, digo isso porque outro aliado seu, o tal  Feliciano, também evangélico,  defende até a "cura gay".


SABE O...

...que  penso  dessas derivações religiosas, é que a maioria  está lotada de falsos moralistas, alguns com nome de pastores (como se nós fossemos cabras,ovelhas, bodes, carneiros, vacas e touros para sermos pastorados). Em alguns templos, rodam sacolinha, cobram dízimo com percentual mínimo definido, vendem  Deus no varejo e atacado, à vista e a crédito, enriquecem usando o nome de Deus como forma de explorar  a fé alheia e ainda acham que podem falar de  pecado.
    De verdade não sei o que tem Marina, mas de contradição tem muito. 



E...

... sobre as contradições de  Marina, eis um pensamento comum ao meu, com relação a essa candidata, sobretudo às posturas religiosas,  nada melhor que   o texto  abaixo.



Filiado ao PSB contesta conteúdo do “Marina de Verdade”

                                                   por Gustavo Castañon

Candidata Marina Silva, meu nome é Gustavo Castañon. Sou, entre outras coisas, filiado há mais de dez anos ao PSB, partido que hoje a senhora usa para se candidatar, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora e um cristão convicto, como acredito que a Senhora também seja, do seu jeito.


Investida de seu eterno papel de vítima, sua campanha lançou um site na internet chamado “Marina de Verdade” (com V maiúsculo mesmo) para combater supostas “mentiras” espalhadas contra a senhora na internet. Vou aqui responder uma a uma as afirmações de seus marqueteiros no site citado, oferecendo os links de fontes das minhas afirmações.

1 – Não Marina, você não sofre preconceito por ser evangélica.

Você é que acredita que todos aqueles que não compartilham de suas crenças queimarão eternamente no fogo do inferno. É o que está claramente descrito no credo (credo 14) de sua agremiação religiosa. Que nome podemos dar a isso? Certamente é um nome mais assustador do que intolerância ou preconceito. Talvez essa seja a origem de seu maniqueísmo, já que separa o mundo entre os bons, que apoiarão seu possível governo, e os maus, que lhe fariam oposição, como eu. O seu problema não é ser protestante. É ser da Assembleia de Deus, associação pentecostal de vários ramos que interpreta literalmente o Antigo Testamento, e que tem entre seus pastores Marcos Felicianoque vende curas a paraplégicos, e Silas Malafaia, este homem que hoje defende da “cura gay” à teologia da prosperidade e vende bênçãos de Deus. Eu me pergunto: o que alguém que faz parte de uma organização que faz comércio com a palavra de Cristo é capaz de fazer na vida política? Qual o nível de inteligência que pode possuir alguém que faz interpretações tão rasteiras do significado da Bíblia? Essas são perguntas legítimas que as pessoas se fazem, e não por preconceito, mas por conceito.

2 – Não Marina, o Estado Laico deve intervir nas práticas religiosas quando são fora da lei.

Se uma religião resolve reinstituir o sacrifício de virgens dos Astecas ou a amputação de clitóris comum em alguns países muçulmanos hoje, o estado tem que observar inerte essas práticas em nome da liberdade religiosa e do laicismo? Não, candidata. Nenhuma organização está acima da lei num Estado Laico.

3 – Não Marina, você não é moderna, você é uma fundamentalista mesmo.

O fundamentalismo religioso não é a negação do Estado Laico, essa é só uma espécie de fundamentalismo, o teocrático. O fundamentalismo se caracteriza pela crença de que algum texto ou preceito religioso seja infalível, e deva ser interpretado literalmente, tanto em suas afirmações históricas como comportamentais ou doutrinárias. E o ataque ao Estado Laico pode vir também pela incorporação de leis, que desrespeitem as minorias religiosas ou não religiosas, impondo um valor comportamental de determinada religião a todos os cidadãos. Isso faz da senhora uma fundamentalista (Assembleista) que compartilha das crenças de Feliciano e Malafaia, e uma adversária, se não do Estado Laico, do laicismo que deveria orientar todas as nossas leis, pois defende plebiscitos sobre esses temas para impor a vontade das maiorias religiosas sobre as minorias em questões comportamentais.

4 – Não Marina, você é, sim, contra o casamento gay.

Você agora diz que está sofrendo ataques mentirosos na internet sobre o tema, mas sempre se colocou abertamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, defendendo somente a união civil nesse caso. E não adianta simular que o que o movimento gay está reivindicando casamento religioso. O casamento é também uma instituição civil. Você só defende união de bens, sem todos os outros direitos que o casamento confere às pessoas. O vídeo acima e mais esse vídeo aqui provam esse fato de conhecimento público.
PS: Hoje, dia 29/08/2014, ao lançar seu programa de governo, a candidata mudou uma posição defendida por toda vida, faltando um mês para a eleição. Por que?

5 – Realmente Marina, você não é petista.

Você abandonou o partido que ajudou inestimavelmente a construir sua vida política, ao qual você deve todos os mandatos e o único cargo que ocupou até hoje, porque não tinha espaço para sua candidatura à presidência. Hoje, você busca se associar, sem qualquer pudor ou remorso, a inimigos ideológicos históricos do partido, repetindo as práticas que supostamente condena no PT e chama de “velha política”. Só que faz isso somente para chegar ao poder e construindo um projeto oposto àquilo a que defendeu toda a vida.

6 – Realmente Marina, você não é tucana. Mas sua equipe econômica é.

Sua equipe econômica conta com André Lara Resende e Eduardo Giannetti, ex-integrantes da equipe econômica do governo FHC, além de seu coordenador Walter Feldman, que fez toda sua história no PSDB. Suas propostas econômicas são as mesmas do PSDB. Agora, de fato, o que nem o PSDB jamais teve coragem de ter é uma banqueira como porta voz de sua política econômica… Você não quer alianças com governos atuais de nenhuma agremiação, como o de Alckmin, exatamente para manter sua imagem de anti-tudo-o-que-está-aí. Mas não se sente constrangida em ter o vice de Alckmin na coordenação financeira de sua campanha, nem de convidar o “bom” representante de sua “nova política” José Serra para seu governo…

7 – Não Marina. Você defendeu, sim, Marcos Feliciano.

Você afirmou que ele era perseguido na CDH não por causa de suas posições políticas, mas por ser evangélico. Disse que isso era insuflar o preconceito religioso. Não, candidata. Você está falando de seu companheiro de Assembleia de Deus, um homem processado por estelionato, que pede senha de cartão de crédito de seus fiéis, que defende que os gays são doentes e os descendentes de africanos amaldiçoados. Recentemente, esse homem que você afirma ser vítima do mesmo preconceito que você sofreria, afirmou à revista Veja: “Eu não disse que os africanos são todos amaldiçoados. Até porque o continente africano é grande demais. Não tem só negros. A África do Sul tem brancos”. Ao usar essa estratégia de defesa pra ele e para você, você reforça os preconceitos da sociedade e o comportamento de grande parte dos pentecostais de blindar qualquer satanás que clame “Senhor, Senhor” em suas Igrejas.

8 – Não Marina. Você não é só financiada por banqueiros. Eles coordenam seu programa!

Neca Setúbal, herdeira do Itaú, não é só sua doadora como pessoa física. Ela é a coordenadora de seu programa de governo e sua porta-voz, e já declarou que você se comprometeu a dar “independência” (do povo e do governo) ao Banco Central, que fixa os juros que remuneram os rendimentos dela. Da mesma forma, o banqueiro André Lara Resende, um dos responsáveis pelo confisco da poupança na era Collor e assessor especial de FHC, é o formulador de sua política econômica.

9 – Não Marina, você é desagregadora e vilipendia a classe política. Seu governo será o caos.

Você é divisionista e maniqueísta e implodiu meu partido em uma semana de candidatura. Vai deixar seus escombros para trás quando chegar ao poder, como sabemos e já anunciou, para delírio daqueles que criminalizam a política. Seu partido é nanico, e se não o criar com distribuição de cargos, continuará nanico. Com a oposição certa do PT, terá que governar com a mídia e os bancos, que cobrarão o apoio com juros. Precisará do PMDB, que você acusa de fisiologismo, e do PSDB e o DEM, que lhe exigirão não só cargos, empresas públicas e ministérios, mas também a volta das privatizações. A única base congressual que lhe será fiel é a bancada evangélica, que cobrará seu preço com sua pauta de controle dos costumes e seu fisiologismo extremo. Resultado, você vai entregar a alguém o trabalho sujo do fisiologismo ou mergulhará o país no caos.

10 – Não Marina, seu marido foi sim acusado de contrabando de madeira.

E não só isso, foi acusado pelo TCU de doação de madeira clandestina. A senhora usou sua força política de Ministra para impedir que o caso fosse investigado, como sempre fazem na “velha política”. Mais tarde o MP arquivou, como fazem com todas as denúncias contra membros da oposição. Mais uma vez, fato bem comum na “velha política”. Nada é investigado.

11 – Não Marina, Chico Mendes não era da elite. A elite é que o matou.

Em mais uma tergiversação semântica demagógica, num vilipêndio à memória de seu companheiro, a senhora tomou o termo “elite” pelo sentido de elite moral, para acusar de “divisionismo” os que lutam contra a elite econômica brasileira. Essa mesma elite que mantém o Brasil como um dos dez países mais desiguais do mundo e que hoje está acastelada no seu programa de governo e campanha. Seu discurso despolitizante busca mascarar a terrível e perversa divisão de classes no Brasil e é um insulto aos seus ex companheiros de luta. Seu uso demonstra bem à qual elite você serve hoje, e nós dois sabemos que não é à elite moral. A elite moral desse país está lutando contra a elite econômica para diminuir nossa terrível e cruel desigualdade social. E você, Marina, não é mais parte dela.

sábado, agosto 30, 2014

NOITE DE SÁBADO, 30 de agosto de 2014




Política


Refém de Malafaia, em menos de 24 horas, Marina volta atrás e muda programa de governo


publicado em 30 de agosto de 2014 às 14:51



Comitê da candidata do PSB à Presidência afirma ter havido ‘falha processual na editoração’ do programa lançado e divulga ‘errata’

ROLDÃO ARRUDA – O ESTADO DE S.PAULO – ATUALIZADO ÀS 14 HORAS


Decorridas menos de 24 horas do lançamento oficial de seu programa de governo, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, emitiu nota oficial para retificar o que havia prometido em relação à defesa dos direitos da população homossexual.

Alegando “falha processual na editoração do texto” divulgado, ela recuou em relação aos pontos mais polêmicos e rejeitados pelos pastores de denominações evangélicas, onde se abriga parte considerável de seu eleitorado.

Ontem, após a divulgação do programa, ao mesmo tempo que as redes sociais registravam manifestações de apoio da comunidade LGBT, pastores e políticos da bancada evangélica disparavam críticas, insinuando que Marina perderia o apoio do eleitorado de suas igrejas.

Um dos pontos que mais deixam evidente o recuo da candidata, que pertence à igreja Assembleia de Deus, é a supressão da promessa de “articular no Legislativo a votação da PLC 122″. O objetivo desse projeto de lei, que tramita desde 2006, é equiparar o crime de homofobia ao racismo, com a aplicação das mesmas penas previstas em lei.

Desde que surgiu, ele tem sido combatido pela bancada evangélica, com o argumento de que pastores que atacarem a homofobia em seus programas de rádio e TV também poderão criminalizados, o que seria uma restrição do ponto de vista da liberdade religiosa.

Outro recuo dos mais notáveis se refere à união entre pessoas do mesmo sexo. Na versão original, Marina prometeu “apoiar propostas em defesa do casamento civil e igualitária com vistas à aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil”. Na proposta modificada, ela diz que vai “garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo”.

Em outras palavras, ela vai se limitar a cumprir determinações legais já existentes, que surgiram do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reconhecem a união civil entre pessoas do mesmo sexo e obriga os cartórios a registrar essas uniões. A promessa, portanto, apenas informa que a determinação do Supremo será cumprida. O que os gays reivindicam é uma lei que garanta o direito à união na Constituição. Isso os deixaria livres de mudanças nas interpretações do STF e do CNJ. Em outras palavras, teriam mais segurança.

Kit escolar. Marina se igualou à atual presidente Dilma Rousseff ao suprimir do programa a promessa de “desenvolver material didático destinado a conscientizar sobre a diversidade de orientação sexual e as novas formas de família”.

Em 2011, pressionada pela bancada evangélica no Congresso, Dilma interrompeu a distribuição de material didático que se destinava justamente a combater a intolerância nas escolas, afirmando que seu governo não faria divulgação de nenhum tipo de orientação sexual. De la cá para cá, Dilma tem sido duramente criticada pela comunidade LGBT por essa decisão. Na sexta-feira, com a divulgação de seu programa, Marina ganhou elogios de quase toda a comunidade, que voltou a se lembrar da atitude de Dilma.

O terceiro ponto mais notável é o que trata da aprovação do Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira, mais conhecida como Lei João Nery. Seu objetivo é regulamentar o direito à troca de nomes de transexuais e travestis, dispensando a enorme burocracia que são obrigados a enfrentar hoje. Marina havia prometido mobilizar a bancada de governo no apoio à lei. No texto divulgado ontem, ela suprimiu a intenção de trabalhar pela aprovação.

segunda-feira, agosto 25, 2014

Segunda-feira, 25 de agosto de 2014

 A "prisão" do DEM à Henrique

                             

    O DEM de  Portalegre, mais precisamente o líder-liderado  José Augusto, voltou a atuar ontem, domingo, desta vez como "protagonista " de uma  comédia apresentada no palco do clube da cidade e  com entrada franca (livre).

Um espetáculo  para amenizar a tragédia da semana passada, exibida em "avant-première", em sala fechada, quando ele fez o coadjuvante  "mudinho-cabisbaixo", diante da posição de atrelamento do DEM à candidatura de Henrique Alves.

 De comum entre as duas "peças", só a presença de algumas/mesmas marionetes.

   A "encenação" de ontem,  pelas imagens que vi, não pareceu  tão boa quanto as que se apresentava, por exemplo, no "Circo de Cambitim"(qualquer semelhança do nome do palhaço a traços fisicos de quem quer que seja, é mera coincidência). Me pareceu  inverídica, portanto pouco convincente  e nada emocionando, se comparado aos "dramas" representados pelos atores do  circo da minha infância, que se instalava, em temporadas,  em frente a praça ou em frente a casa de D. Letícia, sempre com um espetáculo de primeira se comparado ao de então.

  Interessante, antes mesmo de analisar  a parte político/partidária da "peça", é perceber a necessidade de auto-afirmação, a qual é reproduzida pelos "assessores", principalmente no que se refere ao cargo que  José Augusto ocupa, desde o  último dia 19, como Presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia-CREA/RN,  com o licenciamento do presidente Modesto Ferreira dos Santos Filho, onde só  deve permanecer por apenas 90 dias.

  Fato que, diga-se de passagem, não tem nenhuma relevância nesse processo "puxa-encolhe" que ele vive na política portalegrense. Poderíamos dizer que tem apenas uma pequena semelhança, já no CREA/RN ele  também vive o "fica-sai"  por ser vice,  aí assume quando o Presidente se licencia, sai quando o Presidente volta. Portanto, esse "título-pomposo" só parece  importante para quem alimenta a vaidade como engenheiro e/ou para os babões de plantão.

  E  para "desdizer" o que disse antes (que não apoiaria a candidatura de Henrique, decisão  que só durou até o deputado  Getúlio Rêgo deixar claro; "você faz o que eu mando e não o que quer") e na tentativa de "re-conclamar" os seus  seguidores a votar  no candidato do PMDB, independente dele ser adversário desde os tempos de ARENA, e já se vão aí mais de 40 anos, José Augusto  "afirmou" que conversou pessoalmente com Henrique Alves, daí a sua decisão. 
  
    E quem acredita  nisso ? 

  O  mais interessante  foi ele dizer que o  apoio teria vindo respaldado (segundo o posto na "mídia" como fala do "líder-liderado")  na afirmativa de Henrique Alves de que NÃO TEM compromisso com o  prefeito de Portalegre, Neto da EMATER. 

    Pergunto: A  quem  José Augusto quer convencer ? 

  Seria  a ele mesmo, como forma  de mascarar um pouco  a sua condição de subserviência anteriormente  escancarada ?  

 Aos aliados, na tentativa de persuadí-los  a não "desertar" ? 

Seria confundir os simpatizantes do PMDB de Portalegre, de que ele é quem tem  prestígio junto a Henrique? 

  Ou será que o que está por trás de tudo isso, em  caso de vitória de Henrique, é apenas o interesse  em  ganhar um pedaço do bolo partido entre aliados da hora, ou da última hora?  

    Só mesmo os que "não comem capim porque o pescoço é curto" (copiando a filosofia de Antonio de Apolo quando quer descrever uma pessoa de pouca inteligência)  é que podem acreditar nessa conversa, ou no conteúdo dela. 

  Por que  alguém tão dado ao registro de encontros, fotograficamente falando, como é o ex-vereador, não publicou (pelo menos que eu tenha visto) em qualquer blog, coluna ou rede social, uma foto, mesmo do tamanho 3 x 4, do seu encontro com Henrique, em Natal ?
    
     Não é estranho ?

    E para mim, com relação ao que foi dito  pelo 'líder", para justificar a  sua "meia-volta vou ver", e sem que nada tenha a ver com a credibilidade que eu possa ter em Henrique, diria que a minha descrença, na fala do democrata, está  no simples fato de que Henrique, mesmo diante da sua luta desmedida para vencer,  não daria margem para alguém dizer que  ele "não tem compromisso" com a aliança mantida entre  o Prefeito e o PMDB de Portalegre, em troca do apoio de um grupo político, adversário a vida toda, no município, e  que vem sofrendo derrotas recorrentes,  desde 1996. Portanto, detentor de menor número de votos, no  município.

O prefeito de Portalegre, além de aliado do PMDB, desde 1996, já apoiava Henrique, antes da vinda forçada do DEM portalegrense, apoia um candidato a deputado estadual do PMDB e um candidato a deputado federal do PMDB. 
E, mesmo assim, Henrique  teria dito  que não tem compromisso com o Prefeito ?  

 Até quando José Augusto vai tratar os seus aliados como se fossem analfabetos políticos ?  Até quando eles se comportarem como tal.

        Como se não bastasse tamanho despautério, com relação a candidatura  ao governo,  numa tentativa  de justificar  a "obrigação"  na qual  foi colocado,  de  engolir Henrique "goela abaixo", ele ainda disse, segundo publicou a mídia genipapeiriana, e de uma  forma que subestima a inteligência dos portalegrenses, que poderá vir apoiar a candidatura de Fátima Bezerra, para o Senado, desde que Ela venha a Portalegre se comprometer com a cidade.  Imagina!
         
                       Neto tem compromisso com Fátima e ela com Portalegre

  Detalhe: Ninguém se compromete com uma cidade, mas com o seu povo e o município como um todo. 

 Alguém, por favor, que não eu, porque não sou aliada, nem comunista, nem amiga, nem cristã, nem parente, nem aderente poderia  dizer  a este "político" que ele não engana ninguém com essas palavras, nem mesmo seus aliados ?  visto que  a  candidata Fátima Bezerra, como ele bem sabe, já está comprometida com Portalegre, a algum tempo.  

     Alguém, que lê o Dito Bendito, que  até o copia  para anexar em processos, poderia relembrar ao "amigo" ( digo relembrar porque eu sei que ele  já leu aqui)  que esse compromisso foi assumido desde 2012, logo depois da vitória de Neto da EMATER e Edson, para prefeito e vice, respectivamente ? 
   
  Detalhe: Quanto à vitória não precisa relembrar, porque ele nunca vai esquecer.

    Ou, para não parecer partidarismo, pode 'informar" que muitos portalegrenses  já estão comprometidos com a candidatura de  Fátima Bezerra, não pelo que ela  já fez por Portalegre, mesmo sem ser apoiada lá, mas pelo que ela faz pelo Estado? Como eu estou e  tantos outros portalegrenses, inclusive  alguns aliados do DEM local.

    No caso do  Vereador, ou melhor  do ex,  é sabido que conselho  não serve (se servisse ele não teria sido derrotado tantas vezes, o que funciona e a "habilidade" da ordem do deputado Getúlio, dado o seu nível de comprometimento), mas   mesmo assim ouso indagar: Não seria melhor justificar aos  aliados que o apoio a Fátima, se é que vai apoiar,  é para que  na sua  "história política", a qual não é lá grande coisa, possa dar uma melhorada  com o registro de  que, pelo menos em 2014,  escolheu  uma representante, a nível federal, capaz de honrar o  voto e o nosso Estado ?

    Se bem que a credibilidade  (e isso é bem pessoal, nada tem a ver com o pensamento da candidata)  que  dou ao voto do ex-vereador democrata para Fátima Bezerra, tendo em vista os seus posicionamentos políticos desde quando era estudante até então, é do tamanho  da que  foi dada, em 1996,  por ele, ao voto do ex-prefeito Juraci Albuquerque, primo legítimo do seu pai, em seu favor, conforme ouvi do próprio Juraci, logo após as eleições.

   E nesta história toda só diria que:  antes de José Augusto esbravejar  que "no seu palanque não será permitido à participação do grupo do atual prefeito Neto da Emater", ele precisa  primeiro é  juntar o que espalhou, para vê se tem uma plateia  capaz de garantir um comício, porque nem mesmo os seus aliados, que se penalizaram com os seus "olhos vermelhos" e/ou que  lhe  idolatram agora  como "líder armado"  vão se sentir confortáveis neste  tal palanque. 

 Lembraria ainda que, neste sentido,  ele pode até  pedir uma ajuda ao tio Antonino, afinal Antonino bem sabe o que é dizer que um candidato "não presta" e depois ter que transformar o dito em não dito. 

      E  como sou livre no meu Dito, recordando o circo da minha infância, perguntaria: 

  -Hoje tem espetáculo?  
  -Tem sim Senhor!  
  -E o palhaço quem é ? 
  
   



quarta-feira, agosto 20, 2014

Quarta-feira, 19 de agosto de 2014


http://www.conversaafiada.com.br/politica
Publicado em 18/08/2014


DILMA DEMITE BONNER

Dilma: “esse teu dedo indicador só assusta a Fátima !”






O Bonner achou que a Dilma era o Aécio ou o Eduardo e ia empurrar a Dilma contra a parede no debate de 15′ no jn.

Deu-se mal.

Numa televisão séria, Bonner teria voltado para o Rio sem emprego.

Dilma não se deixou emparedar e assumiu o controle de todas as respostas.

Empurrou a questão da corrupção pela goela abaixo dos tucanos – que sobrevivem no jn.

Lula e ela estruturaram o combate à corrupção. Deram autonomia à PF e ao MP.

No Governo dela e de Lula não tinha um Engavetador Geral da República.

A Controladoria Geral da União se tornou um orgão forte no combate ao malfeito.

Ela aprovou a Lei de Acesso à Informação (podia ter dito que o partido do jn, o PSDB, tomou como primeira providência ao chegar ao poder, com FHC, extinguir uma Comissão de Combate à Corrupção).

(Aliás, Bonner disse, na abertura, numa gaguejada, que o PSB era o PSDB … Lapso freudiano …)

Dilma ressaltou que nem todas as denuncias (do jn) resultaram em crimes comprovados.

Bonner tentou jogar a mais óbvia casca de banana: obrigar a Dilma contestar o julgamento do do STF sobre o mensalão.

Ela tirou de letra: Presidente da República nao discute decisão de outro Poder.

Bonner insistiu.

Deu-se mal.

A Poeta, finalmente, justificou a passagem, e invocou o Datafalha para dizer que o problema do brasileiro é a Saude.

Dilma enfiou-lhe pela garganta o sucesso retumbante do Mais Médicos, que atende 50 milhões de brasileiros.

Bonner revelou sua aflição, mal se continha na cadeira, bradava “a Economia !”, “a Economia !”, como se fosse sua bala de prata.

Dilma continuou, no comando dos trabalhos, a falar do problema da Saúde.

Quando bem quis, concedeu ao Bonner o direito de falar sobre a Economia !

E ele veio com xaropada da Urubóloga.

(Interessante que o Bonner pensa que ninguém percebe que a pergunta dele, na verdade, é uma longa exposição daquilo que ele quer que o espectador pense que seja a verdade dos fatos. Ele quis falar mais que a Dilma. Ele se acha…)

Inflação explodiu !, disse o entrevistador/candidato.

Sobre a inflação, Dilma mostrou que ele não sabe nada.

A inflação é negativa.

Todos os indices estão em ZERO !

Sobre o crescimento, falou uma linguagem que o Bonner ignora: “indicadores antecedentes”.

Os dados de hoje sobre o consumo de papelão e energia indicam elevação do PIB no segundo semestre.

Dilma estourou os 15 minutos.

Continuava a falar, enquanto o Gilberto Freire com “I” (*) devia berrar no ponto do Bonner “corta ela !”.

E ela na dela.

Terminou por dizer que nao foi eleita para fazer arrocho salarial. Ou para provocar desemprego.

“Corta !”, devia berrar o “ï” no ouvido do Bonner. “Corta ! Não deixa ela falar !”.

E ela, na dela: “vamos continuar a fazer um país de classe média, como o Presidente Lula começou a fazer.”

“Corta, Bonner !”, no ponto.

“Eu acredito no Brasil”, disse ela, como se conversasse com o neto, numa tarde de domingo.

Só faltou dizer: “Bonner, eu não sou o Aécio, o Eduardo e muito menos a Bláblá”.

“Pode vir quente !, meu filho. Esse teu dedo indicador só assusta a Fátima !”

Paulo Henrique Amorim


É SÓ CONFERIR...

https://www.youtube.com/watch?v=AwUGjrfVWoo

segunda-feira, agosto 18, 2014

Segunda-feira, 18 de agosto de 2014


Manda quem pode, obedece quem... ?


Fotos: internet                 
                                                                   




  O cadeado posto na corrente que atrela o DEM de Portalegre às decisões da cúpula do Partido no Rio Grande do Norte ( para não dizer ao próprio poder do PMDB e os trunfos que tem  de benefício e de  prejuízos para e contra o Democratas), ou melhor a decisão do Senador José Agripino de dizer aos seus liderados, que eles não fazem o que querem, ganhou o mesmo destaque que  a tentativa (inútil) de “grito de liberdade” que o DEM, através do  ex-vereador José Augusto, entoou, acreditando que podia  assumir uma postura diferente dos  que tem o "rabo preso",  no resto do Estado. Ledo engano.



Ora, ora, quem conhece a política do RN, e algumas informações dos seus bastidores, percebe, e até sabe bem que voar livremente não é algo que os alguns do DEM portalegrense podem fazer. E a foto onde o "líder" (que não lidera) José Augusto aparece  cabisbaixo,  e visivelmente constrangido, e que segundo uma fonte, foi claramente colocado numa posição de que "aqui você não apita nada", reflete  o aprisionamento. 

Coincidentemente estava em Portalegre no dia da  primeira reunião onde o DEM  discutiu com a sua base, o "sonho"  de fazer "carreira solo", ou seja, não seguir o Senador  José Agripino, presidente do Partido,  no seu apoio a candidatura de Henrique Alves ao governo do Estado.


Li os escritos, do dia seguinte a reunião, ouvi algumas pessoas, mas  nada comentei, neste espaço. Silenciei porque sabia que tudo não passava de um sofisma. E não passou.  



Não deu outra, um mês depois do encontro  em um salão aberto vê-se uma reunião à portas cerradas, e como resultado uma "chave-roda" do tipo: “O que você pensa que é, quem vocês pensam que são ? ” dada pelos que tem mais poder e trunfos na mão. 
   
Não faltou nem mesmo a  "vigilância"  do olheiro mais confiável do Senador: o próprio filho, Felipe Maia, na tal reunião, certamente para certificar-se do resultado.  E agora vejo alguns bajuladores de plantão tentando  transformar  a subserviência  em habilidade política. É uma graça!

    A vontade de José  Augusto, como  líder, pelo visto  só prevalece na hora que ele "finca pé" para ser candidato a prefeito de Portalegre. Em eleições como a deste ano, vê-se que ele não  manda,  não tem base, nem apoio, nem capacidade para ser independente do tio-deputado, por isso  engole  os sapos e  é  também um sapo que outros engolem.


    A imprudência do DEM local, no caso o ex-vereador, em  "antecipar o que não ia adiantar", ou seja um suposto apoio a outro candidato, se não Henrique Alves, acabou por  promover a "vergonha" atual. 

   Sem o poder de seguir em frente  no propósito de não se juntar ao PMDB, de novo, restou  botar “o rabinho entre as pernas”  e ouvir, diante da própria base a qual  treinou para rebelar-se, a decisão (talvez até a contra-gosto) do deputado Getúlio Rêgo em marchar junto com o candidato do PMDB.  E com  o discurso da “marcha ré” se amparando nas alianças existentes em outros municípios, onde prefeitos apoiam Henrique e a sua reeleição à Assembléia, o que nem de longe, para mim, é justificativa.

    A eleição de Getúlio nunca esteve, nem está agora, atrelada a qualquer candidatura majoritária, muito menos a de Henrique Alves. Mas em política alegar  inverdades é  o  melhor  meio de mascarar  a realidade. A aliança com Henrique Eduardo Alves,  sobretudo para a base do Democratas portalegrense, é um prato tão indigesto quanto foi o apoio a Euclides Pereira, para prefeito, em 2008, guardada às devidas proporções e a diferença de motivos.


  Para mim, naquele ano a aliança aconteceu por falta de saída, visto o rumo que a jogada política tomou, e  para alguns era passada  como  uma providência para 2012. Talvez as razões de hoje, estejam mais ligadas a previdência. E em política é o processo, ou os processos que acabam determinando o caminho a seguir. É tudo uma questão de quem tem o poder, seja ele qual for, é quem indica o caminho. Manda quem pode, obedece quem... 

    Em sendo assim, com a  "batida do martelo" do verdadeiro líder do DEM de Portalegre, a reunião do início de julho, para discutir  o NÃO apoio ao candidato deputado Henrique Eduardo, tão bem divulgada, localmente, acaba de se consolidar em mais uma setença cujo verídito é de que  o ex-vereador José Augusto não decide nada. E que ele não está na política portalegrense para fazer o que quer e/ou gosta, e sim o que os outros determinam. Isso é tudo que lhe cabe como um  líder- liderado. Política diferente só faz quem é independente e pode se rebelar. E a eleição de 1996, neste contexto,   é emblemática.
  
 Agora, com a insatisfação do eleitor "bicudo” que já se manifesta, o DEM de Portalegre  precisa justificar o “Não a Henrique”,  DECIDIDO   em meados de julho, em “Sim vamos com Henrique”, DETERMINADO em meados de agosto.  

No mais, é fazer como  2008;  dizer que apoia, mas não votar. E quando abrirem-se  as urnas  e  contarem-se  os votos,  me digam se estou errada. Faltam  pouco mais de dois meses.
   



sexta-feira, agosto 15, 2014

Sexta-feira, 15 de agosto de 2014

PORTALEGRE

   O prefeito de Portalegre, Neto da EMATER,  foi submetido a uma cirurgia no nariz, ontem, em Mossoró, por volta das 14 horas, consequência da violência que sofreu no último dia 31. 
   O prefeito está bem e deve receber alta, amanhã. Saúde!



A MORTE NÃO FAZ DIFERENÇA. OS VIVOS  A FAZEM.




     Em cada fato, ou a cada  dia  percebo o quanto o adágio popular que minha mãe tanto repetia tem verdade na sua máxima: "Quem quer ser bom ou morra ou se mude". E coloco isso  analisando o acidente que vitimou, na última quarta-feira,13,  sete pessoas, dentre elas o ex-governador de Pernambuco e candidato  à  Presidência da República, Eduardo Campos, a partir do que circula, principalmente,  nas redes sociais.

   Não que eu considere que Eduardo Campos tenha sido uma pessoa ruim, longe de mim tal conceito (ou pré-conceito) até porque  não sabia, e nem sei nada pessoal sobre ele. Estou no limite (pouco) da política e do político.

   No entanto, percebo uma  gana de fotos e "pensamentos" (frases) atribuídas a Eduardo Campos, circulando nas redes sociais,  de forma tão idolátra. 

E por que  só agora? Se ele  era e dizia  tudo que dizem que ele é  e disse, por que não havia esse carinho antes ?

Infelizmente, só se "reconhece" agora, porque ele morreu, trágica e inesperadamente. Não digo que prematuramente, porque morte prematura, ou não, é um conceito de religião e/ou crença.
Para algumas ela existe, para outras, não. Há, por exemplo, os que dizem e  são convencidos de que as pessoas morrem no dia e hora, exatamente, em que tem que morrer. Será ?

 Contudo, voltemos as  frases e fotos da rede. São 'louvações"  afirmativas  de "grande político" de um lado, de "família linda" do outro, e por aí vai. Algumas meras cópias da tele-invasão, que a mídia nos faz adotar e, pior, repetir. 


  A maioria  diz o que ouviu dizer, trocando o velho "control-c control-v", pelo "compartilhar". Eduardo Campos "virou" de repente, e quando não pode mais ser, no melhor candidato do Brasil e para o Brasil.  Na única saída que havia para o país "mudar", embora  antes da sua trágica partida,  não  me lembro de ter lido nada disso nas redes sociais. Nem mesmo  as pesquisas de intenção de votos, confiáveis ou não, indicava isso.  Na pesquisa Ibope, encomendada pela TV Globo e divulgada na última quinta-feira, 7, Eduardo Campos aparece em terceiro lugar na disputa, com 9% das intenções de voto. Mas, a morte "muda" a realidade.
   

        Negar que  Eduardo Campos  era ascendente na política nacional,  seria ignorância da minha parte, mas concordar com os que querem agora transformar o seu desencarne na morte do  país, é uma ignorância do ponto de vista  político e, para mim, é também  uma ofensa ao nome de Eduardo Campos, pois o que tentam fazer agora não é  o seu reconhecimento, e sim  homenagem póstuma. 

    Por outro lado, ainda assistimos o tratamento diferenciado, pois num acidente em que sete pessoas morrem  parte da mídia e parte dos  que integram as redes sociais  encara e/ou divulga  como se apenas um  tenha perdido a vida, o que  já demonstra  que  mais que solidariedade, se tem preferência. É como se as demais vítimas  também não fossem pai, filho, marido, irmão, amigo...

 Será que a  "família linda"  é só a de Eduardo Campos ? 

 Será que só os filhos de Eduardo Campos é que, infelizmente,  não vão ter mais o pai? 

Quantos sabem e/ou lamentam que  todos tinham filhos e esposas ?

Que também morreu um homem, cujo filho não vai conhecê-lo, porque ainda nem  nasceu?

 E talvez, quando crescer,  seja apontado como o filho do homem que "matou" Eduardo Campos. Sim, porque seu pai era o piloto, ou um dos pilotos. E não são sempre os pilotos, os "culpados" ?

   Afinal em  acidentes aéreos, as aeronaves nunca falham, a perícia   sempre  "apura"  erros humanos, o homem é falho, a máquina não. O
que parece o  resultado de  mais um  adágio popular, tão repetido  pela minha "filósofa costureira": a corda arrebenta do lado mais fraco.  

  Afinal, o interesse que está por trás  não é apenas o de  manter o conceito do transporte mais seguro do mundo, é também de não macular empresas, engenharia, controle de tráfico. Responsabilizar o piloto é a melhor saída, afinal ele nunca está para dar a sua versão, se defender. E nem a sua versão  e/ou   defesa estão   "garantidas"  na  tal caixa preta.


Não quero minimizar a dor, nem duvidar de sentimentos,  tampouco criticar apologias, declaração de voto ou preferência partidária de ninguém, seja   pré ou pós morte.  Cada um sente do seu jeito, expressa do seu jeito, vota em quem acredita.
Também  não  pretendo diminuir a  importância de Eduardo Campos no cenário político brasileiro. 
    Na verdade a minha indignação  é com relação à preferência, vísivel na  grande mídia ( e nas redes),  que grita  a  perda de  Eduardo Campos, e quase silencia com relação aos demais. Parece que o Instituto Médico Legal - IML  de São  Paulo é quem não pretende adotar tratamento diferenciado, visto que divulgou que fará a liberação dos corpos, ou do que restou deles, igualmente.

  E mesmo com a parcialiade com que se trata essa fatalidade, temos na fatalidade a imparcialidade, embora seja a imparcialidade da morte, que é a mais democrática de todas as visitas, de todos os convites de todas as viagens. Entra em todas as casas, "aflige"  todas as famílias, embarca todos os passageiros, independente de credo, sexo,  raça, posição social.  

   Alguns vão  mais cedo, outros mais tarde, se é que existe adiantamento ou atraso  no transporte do plano físico para o espiritual. Ela se apresenta as vezes serena, as vezes trágica, para alguns dolorosa  para outros indolor. Mas, para todos,  inexorável e deixando saudades.

     Muita  paz e luz  para Carlos Augusto Ramos Leal Filho, jornalista; Alexandre Severo Gomes e Silva,fotógrafo;  Marcelo de Oliveira Lyra, cinegrafista; Geraldo Magela Barbosa da Cunha, piloto; Marcos Martins, piloto;  Pedro Almeida Valadares Neto, assessor de campanha e Eduardo Henrique Acioly Campos, ex Governador de Pernambuco. Todos pais, filhos, esposos, irmãos e amigos.

    E aos  pais, filhos, irmãos  e amigos destes que se foram, desejo  conforto e coragem.






segunda-feira, agosto 04, 2014

Segunda-feira, 04 de agosto de 2014


HOJE...

...tristemente,  e sempre com saudades, relembramos que já se passaram cinco anos desde   que  a assistente social Edilene Jales, nos deixou.


ONTEM...

...o meu irmão Germano, celebrou mais um ano de vida. E que assim siga, por muitos mais anos, com alegria e saúde. Afinal  é o melhor que podemos ter.


LI...

...a carta enviada pelo  arquiteto Leônidas Andrade, no blog da jornalista Thaisa Galvão  na qual apresenta, com todo direito, a sua versão sobre o episódio da última quinta-feira, 31, quando ele   agrediu e causou lesões corporais, o prefeito de Portalegre, Neto da EMATER.
E, embora seja o prefeito de Portalegre que precise, inclusive fazer uma cirurgia no nariz, nos próximos dias, veja como o arquiteto começa sua defesa: 

"Em 09 anos como prestador de serviços para órgãos públicos (de todas as esferas) em todo o Nordeste brasileiro, nunca me deparei com uma situação parecida como essa, na qual tive que lidar com uma pessoa com nível tão alto nível de periculosidade e descontrole emocional."


PERICULOSIDADE?

 Tenho que pedir a Deus me  proteja, e  a todos os portalegrenses, da "periculosidade" de Neto da EMATER ? E alguém me presentei um Aurélio, nova  edição, porque, pelo visto, o meu está desatualizado, no significado da palavra.  


"Diante dos fatos, como não chegamos (eu e o prefeito) a um acerto relativo aos valores dos honorários empresariais, informei-lhe que a única solução seria eu retirar os serviços técnicos elaborados pela empresa."

ACERTO?

 Não  foi uma licitação? O preço não é "acertado" no processo licitatório?  E qual seria o acerto Sr. Arquiteto ? Ou melhor, de quanto (R$) seria o acerto ?  Não é possivel narrar ? Está nos autos da sua queixa ?


 "Neste momento, uma vez que restava apenas um dia para protocolar os serviços na Caixa Econômica Federal, o gestor municipal se exaltou e, primeiramente, ameaçou-me de rescindir o contrato com a empresa.
Eu o retruquei, informando-lhe que não haveria problema nenhum quanto a isso. Por observar que sua ameaça não surtiu efeito, o Prefeito (surpreendentemente) passou a me chamar de moleque.
Eu retruquei que ele é que era o moleque da história, pois, nos meus vários anos de prestação de serviços para órgãos públicos, nunca me deparei com reuniões com tão baixo nível de conversação."

BAIXO NÍVEL...

...de conversação? E não era "nível tão alto nível de Periculosidade"?  

ENCURRALADO ?

"Eu, já me dirigindo para a porta de saída (a qual estava bloqueada pelo Prefeito), virei para o mesmo e disse: “Já falei que moleque é o Senhor e não eu”.
Esse foi o estopim para que o Prefeito partisse para a agressão física. Ele segurou a gola da minha camisa e desferiu um soco na minha face esquerda, cujo impacto me fez dar dois passos em direção oposta à saída.
Pensei em fugir da sala, mas o gestor municipal ficou à frente da porta, com punhos erguidos (como se me esperasse para desferir mais socos)."

COMO ?

Se a discussão entre o Prefeito e o arquiteto foi  naquele  "cubículo" (chamo assim, porque aquilo alí não pode ser chamado de Gabinete) onde o Prefeito de Portalegre  despacha, esse rapaz não precisaria tentar chegar a porta da saída (que é a mesma de entrada) pois ao entrar no tal cubículo, qualquer visitante  fica exatamente  na porta de saída, sem riscos ou obstáculos ao querer sair. E o prefeito para  "obstruir" a saída, precisa dá a volta no seu birô e passar pelo visitante. E se o prefeito estava à porta, ele não precisava se virar para ele, pois já estaria de frente.
  Mas, detalhes como estes   só  uma polícia judiciária, como deveria atuar a Polícia Civil do RN (aliás é isso que a categoria defende, dentro a sua luta, fazer exatamente esse trabalho) é que se pode precisar  a veracidade da narrativa do arquiteto. 
Para mim totalmente sem lógica neste ponto, pois estive na tal sala, no último dia 12, e sei bem da "arquitetura" do lugar.


DESCONTRAINDO

 E com esses "dois passos" que o arquiteto relata, é provável que  tenha quebrado àquelas xícaras  transparentes (genéricas da louça duralex)  e a garrafa  de café que  ficam  não mais que  a dois passos da porta. Se quebrou, destruiu um patrimônio público, portanto.  Mas, parece que quebrar é com o arquiteto mesmo.


RESPONSÁVEL

  Como alguém que se apresenta tão responsável, com nove anos de prestação de serviço,  justifica o fato de ter entregue um projeto com menos de 24 horas  para a Prefeitura apresentá-lo na  instituição financeira, no caso a Caixa Ecônomica  Federal ? 
Quando aconteceu a licitação e qual o prazo  que a empresa ganhadora, no caso a do arquiteto, teve para a realização do Projeto ?


TEMPO

Aliás,  nem 24 horas foi, pois se o projeto precisava ser entregue até o dia 01 de agosto, conforme narrou o Prefeito e o próprio Leônidas e ele entregou a um assessor da Prefeitura na noite de quarta-feira, 30, a Prefeitura só teria mesmo 12 horas, se levarmos em conta o expediente bancário, de seis horas diárias. E é preciso levar isso  em conta.

"Uma vez que o referido mirante tem, aproximadamente, 2.325,54m² (dois mi trezentos e vinte e cinco reais e cinquenta e quatro metros quadrados de área construída), tendo minha empresa sido contratada através do Contrato Municipal Nº. 2014.06.25.0003, descobrimos que a empresa havia elaborado mais serviços do que a mesma foi contratada."

PORQUE...

...ao perceber que se tratava de um volume de serviço maior, como narra o arquiteto, ele não procurou resolver isso antes de elaborar o projeto, podendo inclusive desistir da licitação, ver a possibilidade de aditivo, ao invés de tentar negociar quando, ao seu favor, estava o tempo ?
  

M²  OU  R$EAL ?

"(dois mi trezentos e vinte e cinco reais e cinquenta e quatro metros quadrados de área construída) 
Tá confuso, né ? afinal é área ou  valor monetário ?


DEFESA

O arquiteto  Leônidas Andrade tem todo o direito de se defender, mas sua narrativa  deixa claro que valores (dinheiro)  além do licitado   foi realmente a razão para que ele, enquanto empresário, causasse alguns prejuízos ( pelo menos três) ao portalegrenses, com relação a obra e o prazo, ao Prefeito que  deixou de cuidar da sua função para cuidar dos ferimentos físicos, e a ele mesmo, como empresário e agressor, que certamente não está confortável nessa história.


AGORA...

...é seguir  em frente e deixar que  a Justiça faça a sua parte. E torcer para que situações dessa natureza não  ocorrem mais em Portalegre, nem em qualquer outro lugar. E que a cada dia  se crie no Brasil, mais e mais mecanismos de fiscalização  do uso do dinheiro público, para  que licitações  e pagamentos não apresentem brechas  que levem  pessoas a tentarem se locupletar com recursos do povo e valores além do que está contratado.