domingo, dezembro 21, 2014

Domingo, 21 de dezembro de 2014


Tem algo de Podre no Reino do Dinamarca

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MPF DENUNCIA EX-PREFEITO POR SONEGAÇÃO DE R$ 9,6 MI DEVIDOS PELO MUNICÍPIO DE PAU DOS FERROS (RN)

O Ministério Público Federal (MPF) em Pau dos Ferros denunciou o ex-prefeito do Município, Leonardo Nunes do Rêgo, e o empresário Bernardo Vidal Domingues dos Santos por serem responsáveis pela sonegação de impostos devidos pelo Município de Pau dos Ferros. O valor que deixou de ser pago à Receita Federal, atualizado até junho de 2014, alcançava R$ 9.697.412,50 e soma-se a uma multa de R$ 8.526.938,51, totalizando mais de R$ 18 milhões em débitos.
De acordo com a denúncia, assinada pelo procurador da República Marcos de Jesus, o ex-prefeito contratou a Bernardo Vidal Advogados, que prestou declarações falsas e com omissão de informações à Receita Federal. Os dois poderão responder por crime contra a ordem tributária (art. 1º, I e II, da Lei 8.137/1990) e sonegação de contribuição previdenciária (art. 337-A do Código Penal).
A empresa de Bernardo Vidal, contratada pelo Município na gestão do ex-prefeito, preenchia Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIPs), algumas omitindo informações e outras contendo indevidamente valores a compensar. Leonardo Rêgo administrou Pau dos Ferros entre 2005 e 2012.
Práticas
Investigações da Receita Federal apontaram ilicitudes como a supressão de contribuição previdenciária patronal e a redução da contribuição social (antigo Seguro de Acidente de Trabalho) com a utilização de alíquota menor do que a prevista na legislação. Para praticar as irregularidades, os envolvidos utilizaram também informações e dados fraudulentos.
Por vezes, foram realizadas compensações de valores mesmo quando não havia recolhimento indevido de contribuições. Também foi promovida compensação de valores pagos relacionados a horas extras, sendo que a legislação determina a incidência da contribuição previdenciária sobre esta parcela da remuneração. “Logo, não poderiam os denunciados realizar compensações das contribuições incidentes sobre os valores pagos como horas extras aos servidores, por se tratar de incidência legal e regular”, destaca a denúncia.
O Município, sob a administração de Leonardo Rêgo, também informou à Receita que tinham sido recolhidos indevidamente R$ 69.957,93, relativos à contribuição social para o Seguro de Acidente de Trabalho, entre 2009 e 2011. Para esse cálculo utilizou uma alíquota de 1%, quando a correta era de 2%. E o percentual não era o único erro: “(…) constatou-se que o valor informado pelo Município de Pau dos Ferros para compensar não condizia com os recolhimentos efetuados.”
Em 2009, os denunciados deixaram de declarar contribuição previdenciária de servidores municipais e de contratados para o Programa Saúde da Família, agentes de endemias, serviços de plantões médicos, auxiliares de enfermagem, auxiliares de serviços gerais, cargos comissionados, subsídios do Prefeito e do Vice-prefeito, professores contratados por tempo determinado, entre outros. Fizeram o mesmo em relação aos pagamentos efetuados a prestadores de serviço como mecânicos, advogados, pedreiros, arquitetos, instrutores, contadores e relacionados ao transporte de estudantes.
Improbidade 
Além da denúncia, o procurador Marcos de Jesus determinou a abertura de um inquérito civil para apurar os possíveis atos de improbidade resultantes das irregularidades cometidas pelo ex-prefeito e o empresário, em decorrência das compensações indevidas de tributos federais. A denúncia irá tramitar na Justiça Federal sob o número 000373-72.2014.4.05.8404. (Com informação do MPF)
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domingo, novembro 09, 2014

Tarde de Domingo, 09 de novembro de 2014

http://leonardoboff.wordpress.com/2014/11/08/politica-e-dialogo-no-contexto-da-reeleicao-de-dilma-rousseff/


Política e Diálogo no contexto da reeleição de Dilma Rousseff
08/11/2014




A reeleição de Dilma Rousseff propicia reflexões sobre as várias formas de se fazer política partidiária. Fazer política é buscar ou exercer concretamente o poder. Que fique claro o que Max Weber escreveu em seu famoso texto A Política como Vocação: “Quem faz política busca o poder. Poder, ou como meio a serviço de outros fins ou poder por causa dele mesmo, para desfrutar do prestígio que ele confere”.

Esse último modo de poder político foi exercido, por quase todo o tempo de nossa história, pelas classes dominantes a fim de se beneficiarem dele, esquecendo que o sujeito de todo o poder é o povo. Trata-se do famoso patrimonialismo tão bem denunciado por Raimundo Faoro em seu clássico Os donos do poder.

Vejo cinco formas de exercício de poder.

Primeiro, a política do punho fechado.Trata-se do poder exercido de cima para baixo e de forma autoritária. Há um só projeto político, aquele do detentor do poder que pode ser um ditador ou uma classe dominante. Eles simplesmente impõem o projeto e esmagam os alternativos. Foi o que mais vigorou na história brasileira, especialmente sob a ditadura militar.

Segundo, a política do tapinha nas costas. É uma forma disfarçada de poder autoritário. Mas diferencia-se do anterior porque este se abre aos que estão fora do poder mas para atrelá-los ao projeto dominante. Recebem algumas vantagens, desde que não constituam outro projeto alternativo. É a conhecida política paternalista e assistencialista que desfibrou a resistência da classe operária e corrompeu tantos artistas e intelectuais. Funcionou entre nós especialmente a partir de Vargas em diante.

Terceiro, a política das mãos estendidas. O poder é distribuido entre vários portadores que fazem alianças entre si sob a hegemonia do mais forte. Há alianças entre o partido vencedor com os demais partidos aliados para garantir a governabilidade. É o presidencialismo de coalizão parlamentar. Esse tipo pode criar favorecimentos, disputas de postos importantes no Estado e mesmo a corrupção. Foi o que ocorreu nos últimos anos.

Quarto, a política das mãos entrelaçadas. Parte-se do fato básico de que o poder está difuso nos movimentos e instituições da sociedade civil e não apenas na sociedade política, nos partidos e no Estado. Esse poder social e político pode convergir para algo benéfico para todos. Trata-se da grande discussão atual que prevê a participação dos movimentos sociais e dos conselhos para junto com o Parlamento e o Executivo definirem políticas públicas. Busca-se uma democracia participativa que enriquece a representativa. Negar esta forma é não querer democratizar a democracia e permanecer na atual que é de baixa intensidade.

Especificando: a política das mãos entrelaçadas acontece quando o chefe de Estado se propõe a uma ampla dialogação com todos os segmentos afim de repactuar os atores sociais ao redor de um projeto comum mínimo. O pressuposto é: aquém e além das diferenciações e dos interesses conflitantes, existe na sociedade, a idéia de que país queremos, a solidariedade mínima, a busca do bem comum, a observância de regras consentidas e o respeito a valores de sociabilidade sem os quais viraríamos uma matilha de lobos. As mãos estendidas podem se entrelaçar coletivamente. Mas para isso, precisa-se do exercício do diálogo que implica ouvir a todos e buscar convergências na linha do ganha-ganha e não do ganha-perde. É a ética na política e da boa política verdadeiramente democrática.

Por fim temos a ver com política enquanto sedução no melhor sentido da palavra, subjacente à proposta da Presidenta Dima. Ela propõe um diálogo aberto com todos os atores políticos, também da área popular. Urge seduzir aqueles 48% que voltaram no candidato da oposição em vista de um projeto de Brasil que beneficie a todos a partir da inclusão dos mais penalizados, da criação de desenvolvimento ecologica e socialmente sustentado que gere empregos, melhores salários, redistribuição de renda, crie um transporte decente e mais segurança para os cidadãos, além do cuidado para com a natureza e a potenciação de um horizonte de esperança para o povo poder se reencantar com a política.

Alguém precisa ser inimigo de si mesmo para estar contra tais propósitos. A arte dessa dialogação é reencantar a política das coisas e seduzir as pessoas para esse sonho de grandeza ética.

Para isso é obrigatório olhar para frente. Quem ganhou a eleição deve mostrar magnimidade e quem a perdeu, humildade e disposição de colaborar visando ao bem comum.

É idealismo? Sim, mas no seu sentido profundo. Uma sociedade não pode viver só de estruturas, burocracia e disputas ideológicas em torno do poder. Tem que alimentar sonhos de melhoria permanente que inclua e beneficie, o mais poossível, a todos para superar a nossa espantosa desigualdade social.

Razão têm as comunidades eclesiais de base quando cantam: “Sonho que se sonha só, é pura ilusão. Sonha que se sonha juntos é sinal de solução. Então, vamos sonhar juntos, sonhar em mutirão”.

Esta é a convocação supra-partidária que a Presidenta Dilma está fazendo ao Parlamento, aos movimentos populares e a toda a nação. Só assim se esvazia o discurso das divisões, dos preconceitos contra certas regiões e se sanam as chagas produzidas no ardor da campanha eleitoral com todos os seus excessos de parte a parte.

Leonardo Boff é autor de Que Brasil queremos, Vozes, Petrópolis 2000.

quarta-feira, novembro 05, 2014

Quinta-feira, 06 de novembro de 2014

ANTES...

... de  voltar a falar de política, é comentado na cidade, extra-oficialmente,  que a Paróquia de Portalegre vai trocar de Padre, de novo. 
   Dezembro seria o último mês do  padre Erivon Maia, que está na Paróquia desde 07 de abril de 2013  quando substituiu o "Valentão da Paraiba" (que nem lembro mais o nome).
                              
                                    Foto: internet

  Fato ou boato, algumas pessoas ligadas a Igreja dizem que a razão da saída do Padre  seria  porque ele não  congrega, ou melhor, não agrega e até estaria segregando fiés, proibindo-os de entrar não apenas na Casa Paroquial, como também  na Igreja. 
    Fato que considero inacreditável.

    E  como quem faz a Igreja não é só o Pastor, é também o rebanho, entre perder fiés e subsitutir o Padre, a Diocese certamente não tem dúvidas sobre o  que fazer.
     E aos católicos satisfeitos com a mudança, certamente que exibirão, internamente, um   faixa de "Bem-ido"  e deverão se  tornar bem-vindos de volta a Igreja que  acreditam.


    
MAS...

...voltemos ao resultado das urnas no nosso município (da igreja  católica cuida  os católicos e a Diocese). 
 A eleição presidencial, na nossa terra, deixou o  candidato Aécio Neves (PSDB), apoiado pelo DEM  e pelo  ex-prefeito Euclides Pereira (PMDB), na segunda colocação nas duas votações.
 O "tucano", que conquistou  1.068 votos no primeiro turno conseguiu chegar a 1.427, o que significa dizer que os votos de Marina não desaguaram, por completo, no candidato que ela apoiava. 

    A presidenta Dilma Roussef,  candidata do atual prefeito Neto da EMATER nessa eleição e na eleição de 2010,  cresceu de 2.655 para 2.801 votos. 


SE...

...a quebra de votos de Henrique, em Portalegre,  foi uma ducha fria  para ele,  para o  DEM   local  foi gelada,  já que como o número de votos nem  se manteve, o Partido  não pode contabilizar o resultado a seu favor, como fez no primeiro turno.
    A votação em Pau dos Ferros,  onde o deputado portalegrense  Getúlio Rêgo (DEM)  também é líder  e prometeu  uma  "lapada" de votos, em favor de Henrique, que já havia perdido  no primeiro turno por lá, acabou por enterrar qualquer sonho do Partido  sair fortalecido da disputa, na Região.
   A derrota de Henrique foi tão vergonhosa em Pau dos Ferros, que  só se equipara a desculpa de Getúlio Rêgo, para justificá-la: A eleição de 2014 foi diferente, a população não se pauta mais por lideranças políticas, os políticos hoje não podem mais “se arvorar” como proprietários de voto."


????????????

   Mas, não foi o próprio deputado quem "se arvorou",   superestimando sua liderança e prometendo a tal "lapada", através da imprensa ?
     Henrique Alves, apoiado por Getúlio, pelo filho e ex-prefeito Leonardo Rêgo e pelo lado peemedebista de Pau dos Ferros, caiu de 5,7 mil votos, para pouco mais de 5 mil. Robinson, subiu de 5,9 mil para 9,4  votos.


E...

... enquanto os números da derrota em Pau dos Ferros subiam a serra, via  net,  a praça  já estava deserta de democratas. E no terraço da Chácara, após a contagem de votos de Portalegre, e ante o clima de derrota dupla (presidência e governo), contou-me um noctivago passarinho que a conversa e a opinião do "conselho de família" ao líder-liderado era a mesma de outras eleições; deixar de lado a política portalegrense, pois são derrotas sucessivas  e em todas as vertentes. 


MAS...

... na minha avaliação, isso é  "pedido sem jeito". 

E...

...nao é que eu ia passando em branco  e não  via o  vídeo colorido da chegada de Henrique ao ninho do DEM !!!???  
Mas vi, e lamentei o fato de que Henrique, para 'reconhecer' Antonio Magalhães tenha sido  necessário que o ex-vereador e anfitrião relembrasse   a ele que Antonio já havia sido do PMDB.
    Pelo menos ex-vereador fez a colocação coerente com a posição de Antonio: "Foi do seu Partido".
    

OUTRO...

...fato que me chamou a atenção foi  a fala do "apoiador", para um dos poucos que estava na casa, ao apresentar Henrique,  quando ele  diz:  "... esse aqui é o seu candidato".  
    Não seria de bom tom ter dito "nosso" candidato ?  
    Mas isso é só um detalhe e insignificante, porque "Seu e/ou Nosso"  Henrique perdeu igual. 
    O pronome possessivo não importa mais, porque Robson Faria se "apossou" dos votos e vai tomar posse no Governo.  
   E que Deus nos ajude!


SIGNIFICANTE...

... e surpeendente mesmo foi  saber que a  portalegrense  Neta Alves não votaria em Henrique, no segundo turno, em função da fatídica visita dele aos democratas. 
   Quando a informação me chegou, por fonte 100% confiável, pensei cá com meus botões: "Se Henrique perder o voto de Neta, não tenho dúvidas que pode perder  a eleição".
   Quem é portalegrense conhece Neta, e quem a conhece sabe que ela nunca (digo isso sem medo de errar) teve outro candidato a deputado federal senão Henrique Alves. 


COR

  O voto de Neta para Henrique  não era bacurau, não era do PMDB, não era verde. Era pessoal, era dele.
 Se havia, em Portalegre, alguém a quem Henrique, por reconhecimento, tivesse que  destinar uma  visita, não seria ao ex-prefeito Euclides Pereira, nem ao prefeito  Neto da EMATER, nem ao vereador Afrânio Lucena, tampouco ao "democrata" José Augusto, era Neta Alves. 
   Asseguro que se em algum momento  da sua vida política, Henrique só  tivesse tido  um voto em Portalegre, o que  nunca aconteceu, porque ele sempre foi votado lá com ou sem apoio, fazendo ou não fazendo nada pelo município, não haveria dúvidas de quem seria. 
    Perdeu, acredito que para sempre, o que sempre teve; um voto fiel. 
   E tantos outros. Mas deve ter valido a pena a  troca feita pelos votos dos "democratas".


MAS...

..."interpretando"  as palavras de Henrique na sua entrevista,   Neta Alves,  os  portalegrenses  e os demais potiguares que não votaram com ele, no segundo turno, contribuiram significativamente para que ele se torne o pai que não conseguia ser, em termos de presença e tempo com os filhos, em função da vida pública.  Portanto, eis aí um lado positivo da derrota. 
 E depois, segundo Getulio Rêgo, líder da governadora Rosalba Ciarlini e apoiador de Henrique,  perder foi melhor para ele, pois se livrou de receber um Estado endividado,  que gasta mais que erracada.http://jornaldehoje.com.br/derrotado-em-pau-dos-ferros-getulio-assume-eleitor-nao-obedece-mais-liderancas/


DAS  DESCULPAS...

...a filosofia que  consola: O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.

                                                José Saramago


E QUE...


...venha 2016, com a sua eleição. Viva a Democracia.



   

QUARTA-FEIRA, 05 DE NOVEMBRO DE 2014


CHEGO...

...e encontro não um país dividido, como anuncia parte da imprensa conforme seus interesses e os insatisfeitos com o resultado das urnas,  mas  um país    onde uma parcela da população destila ódio e tenta retroceder politicamente, com relação ao regime vigente.


Li...

pouco, mas lí algumas análises  coerentes, conversei com pessoas para  entender melhor fatos e a direção que eles tem. 


BELEZA

 Com relação as manifestações golpistas, lí a seguinte frase, que é fantástica: "A democracia é tão boa que permite que haja uma manifestação em que se defenda o seu fim. Quem pede intervenção militar deveria se lembrar de que, se estivesse numa ditadura, não poderia estar na rua defendendo o golpismo."
http://www.blogdokennedy.com.br/


RECEBO...

... enquanto nordestina, porém sem problemas, a  "acusação"  de sermos os responsáveis pela vitória de Dilma. Isso não me condena tampouco me ofende, ao contrário. E lamento por não estar, no dia da eleição, no meu domicilio eleitoral.

NA...

...política, como em tudo na vida,  sempre procuramos um culpado para amenizar as nossas derrotas e insucessos.  Não somos capazes, muitas vezes, de assumirmos os  próprios erros. 


E...

... quem leu  a entrevista do candidato ao governo do Estado, pelo PMDB, Henrique Alves, após o seu infortunio nas urnas, pode perceber bem a necessidade de se colocar no outro a responsabilidade pelo próprio fracasso.


NÃO...

...li,  em nenhum trecho da entrevista,  em que Henrique  pondere sobre a forma em que se lançou, tampouco como conduziu-se na campanha. Ele se coloca como vítima, e  atribui (e isso não deixa de ser imposição de culpa)   ao ex-presidente Lula,  uma colaboração DECISIVA para a vitória do candidato do PSD, Robson Faria.

LONGE...

...de mim querer ser  uma cientista política, mas diante dos fatos  tenho uma opinião sobre o resultado das urnas no RN.
  Para mim, o maior responsável pela derrota de Henrique Alves foi ele mesmo quando ficou com medo de Wilma, e por isso preteriu Fátima Bezerra;  acreditou que o DEM poderia contribuir  mais com a sua vitória como aliado, quando essa possibilidade seria maior se o Democratas estivesse justamente, como  oposição, com Rosalba Ciarlini, como candidata, como era o desejo dela, e de alguns históricos do Partido. 


 SEM DÚVIDAS...

...que o Rio Grande do Norte, elegeria qualquer candidato que concorresse com Rosalba Ciarlini(DEM), até Henrique Alves, visto o índice de rejeição e desgaste pelo qual ela passava.


MAS...

...agora é tarde e a derrota de Henrique Alves é fato irreversível. E já se desenhava desde o primeiro turno, com  os acordos  incompreendidos  pelos eleitores e as dificuldades de adversários,  no plano municipal, se juntarem  em torno de seu nome.


E...

...em se tratando de não aceitação do eleitor, trago a minha análise para o meu município, que é  de onde  gosto de "falar" em política.


NO...

...primeiro turno, Portalegre registrou a segunda maior votação proporcional a Henrique Alves, 3.325  votos, ou seja  83,42% dos votos válidos, contra  magros  507  votos conquistados por Robson Faria, o equivalente a 12,62%. Detalhe, nenhum dos dois candidatos foi ao município. E nem vou  comentar o por quê.


AÍ...

...vem o segundo turno,  que se propagava que nem  teria, embora quem estava cantando vitória antecipada, soubesse que a coisa não andava bem.
    E a ida de Henrique a Portalegre, especialmente  o prestígio dado ao Democratas, com a visita de primeira hora,  só serviu como válvula de escape  para o engasgo de pmdebistas históricos, que já não engoliam a aliança.


ASSOCIADO...

...a isso veio  a necessidade do PP local de se posicionar, afinal a legenda fazia parte da aliança de Robson Faria. 
   E  embora eu tenha sabido que o presidente do Partido, Betinho Rosado, não tenha imposto  o apoio local,  pediu ajuda para Robson. E teve.


JESSIER...

...Quirino, o grande poeta paraibano, diz: "nada faz mais zuada que três mulher e um pato"
    Plagiando-o, eu diria: "O que não faz uma liderança, um vereador e dois suplentes".


ROBSON...

...saiu de 507 para 1.579 votos, o triplo portanto. Enquanto Henrique caiu de 3.325  para  2.430 votos.


MAS,... 

 ...opinar sobre esse resultado, a votação de Dilma e Aécio em Portalegre e  outros fatos, só amanhã. 


segunda-feira, novembro 03, 2014

Noite de segunda-feira, 03 de novembro de 2014

 DIA 05...




...quarta-feira, vamos falar de política,  especialmente sobre política em  Portalegre. Estou de volta!!!!!!!!!

segunda-feira, outubro 20, 2014

Terça-feira, 21 de outubro de 2014

O ABRAÇO...

...de Henrique Alves ao Democratas portalegrense,anteontem, virou  "aperto de mão" de alguns de seus mais fiés eleitores ao seu adversário, Robson Faria, ontem.  

ALIANÇA

    Henrique, no desespero de vencer no primeiro turno, fez aliança com bacuraus, araras, bicudos, periquitos e papagaios, inclusive em Portalegre onde  bicudos e bacuraus, não se "beijam", até funcionou, no primeiro turno, mesmo com o "entalo" de alguns. 


NO  PRIMEIRO...

...turno,  ele nem se dignou a ir em Portalegre,  e  o município lhe garantiu a segunda maior  votação proporcional do Estado, salvo o engano, mesmo com a sua "ausência". 


E...

...tudo ia muito bem, até a infeliz ideia de ir dormir em Portalegre,  no último sábado. Aliás dormir deve ter sido uma ideia feliz, visto que Portalegre certamente tem um dos hoteis mais confortaveis da região, desde 2003,  construído graças  a determinação  do prefeito Neto da EMATER  aliada a visão empresarial de João Sabino.
   O erro "político", ao que parece,  foi ir, primeiro,  prestigiar  seus novos aliados em detrimento dos antigos. 


ATÉ...

...entendo  o candidato, afinal a  "casa da nova aliança" é passagem obrigatória  para quem vem do hotel, não tem jeito,  nada demais  ir lá primeiro,  oportunidade  aliada a economia de tempo e dinheiro do candidato. 
    Mas ao que parece, tinha  um alçapão, onde ele só precisava  atravessar a cancela  para cair. Atravessou...


E ENQUANTO ...


... ele posava para um "Henriqueself" no ninho  bicudo,  lá na "floresta bacurau" se levantava a revolta, pois o eleitor do PMDB, não viu a visita, pela  ótica do "caminho mais curto", só pensou que "os últimos são os primeiros" , e junto com outros "pois, pois",  o bacurau  da década de 70, não aceitou e  o do  século XXI, parece que também não. 
    A reclamação e adesão ao  outro candidato, nas redes sociais, ontem, é a prova disso. E o burburinho na calçada o dia todo foi a  pauta do dia, na cidade.


 SE O RESULTADO...

...da visita, primeiro aos aliados do DEM, que para mim é  uma  "bobagem", vai se tornar uma "bobeira" de Henrique,  não se sabe,  mas pelo  ecoar dos "pássaros",  tem perda.


A SABEDORIA...

...popular já diz: " Quem corre atrás de dois, perde os dois e a carreira".  

domingo, outubro 19, 2014

SEGUNDA-FEIRA,2O DE OUTUBRO DE 2014


DOMINGO...

...movimentado em Portalegre. O deputado e candidato a governador pelo PMDB, Henrique Alves amanheceu no município e   o do PSD, Robson Faria, anoiteceu.


MANHÃ

  Mal saiu da cama, e o candidato já tinha "liderança", feito cão de guarda,  a sua espera, no hotel, onde dormiu.


CAFÉ

  Um maribondo caboclo, que construia tranquilamente  a  sua casa no interior do restaurante do hotel, me contou, abismado, que  o café da manhã do candidato do PMDB, foi  servido acompanhado de  muita "picuinha" e intriga de oposição.

   Henrique não só ouviu, como   foi  instigado a duvidar do apoio de Neto da EMATER a ele. Recebeu até a sugestão para que fosse até a casa do Prefeito e constatasse que não havia nem mesmo uma foto de Henrique na parede. Ele encontraria apenas  fotos do deputado Gustavo Fernandes.

Enquanto os velhos verdes de Portalegre "carregaram o piano" no primeiro turno  para garantir a votação do candidato da situação local, foi sugerido a Henrique Alves, que a  sua grande votação conquistada,  não era fruto do trabalho do PP/PMDB.
    Nem preciso dizer  a quem  foi atribuido o toque do piano.


   É CLARO... 

...que o candidato só ouviu. E é claro, também, que  ele sabe o que é trigo e o que é joio no município.


HENRIQUE
  
  Encontrou os seus conrreligionários do  passado e presente, o prefeito Neto da EMATER e o ex-prefeito Euclides Pereira, mas não falou do café servido "com  fuxico".


E COMO QUEM... 

... acende uma vela pra  "Deus e outra para  o diabo",  sobretudo agora com um segundo turno que lhe ameaça, e muito,  Henrique foi se confraternizar com os correligionários da hora, na casa do ex-vereador democrata José Augusto (DEM). 


MAS... 

  ...enquanto Henrique via  o seu  15 vermelho, (e sem direito ao polegar erguido em sinal de positivo, marca registrada do seu Partido e herença política do seu pai, Aluísio Alves)   no peito de poucos "correligionários" do DEM, em Portalegre,  lá embaixo, no município  de Riacho da Cruz, a poucos  15 quilometros da nossa Serra, o tio de José Augusto e irmão do deputado Getúlio Rêgo,  Vilene Rêgo, ex-prefeito do município,   declarava o seu apoio a Robson Faria,  ou seja;  "virava" 55, como quis e declarou à imprensa desde o começo.
   
   Não é interessante?


ESQUECIMENTO, PERDÃO ? OS DOIS? OU OUTRA COISA ?

 Para mim,  interessante mesmo, e até cômico, foi ver uma foto onde o portalegrense Antonio Magalhães aparece abraçandoHenrique.







                        Fotos:Internet



 Quando vi, quase não acreditei, pois me lembrei exatamente do que ouvi de Antonio Magalhães, em 1996,  sobre o PMDB, partido inclusive que lhe serviu de legenda para à Câmara de Vereadores, numa eleição anterior, e no qual ele não vota até hoje, que eu saiba. 

   Naquele ano, conversando sobre política, comigo,  e  falando das suas mágoas partidárias declarou:  "Escute Bernadete,  enquanto vida eu tiver, não darei um voto a ninguém do PMDB,  e   nem estarei onde o PMDB  estiver."
   Mas isso não é novidade,  também já ouvi coisas iguais e ou parecidas, de muitos outros a respeito de Getúlio, e hoje essas mesmas pessoas babam por ele. Se eu for citar nomes,  não caberiam aqui.


DAS DUAS...

...UMA; ou  Antonio Magalhães, a quem eu quero bem e  com quem gosto de brincar,  morreu e ninguém me falou nada (portanto quem aparece na foto, ao lado de Henrique,  é o espírito dele e só quem está vendo sou eu) ou ele esqueceu totalmente o que disse.

   Uma outra hipótese  éa de que  ele está  apenas sendo gentil, com realmente é, porque "coincidentemente" estava na casa do primo no momento da chegada de Henrique. 
   Sim, até  porque a possibilidade de Henrique, por exemplo, não pertencer mais ao PMDB, por isso  Antonio, votar, não existe.

   Torço mesmo  pela terceira  alternativa, até porque Antonio é um homem de palavra, basta perceber que  em nenhuma das fotos  ele  tem o 15 vermelho adesivado  na camisa. 

    Se bem que adesivo não atesta voto.



ALIÁS...

... tenho certeza que a  mudança deve ter sido mesmo  de  ideia, nada de plano terreno para o espiritual.  Antonio está vivo e bem vivo, tratou o coração  não faz muito tempo e certamente as mágoas se foram. 
   E depois, poxa, todo mundo  pode mudar de lado, de partido, de cor e  deixar de ser hortodoxo. 
   Quem não muda é que é descontextualizo.
   

BRINCADEIRAS ...

...a parte, até porque Antonio é mesmo uma pessoa querida,  ele sabe disso, e eu  respeito, e sempre respeitarei,  a escolha política que ele fez e faz,  isso nunca afeterá o meu bem querer por ele. 
Posso até não concordar com as ideias dele e de qualquer outra pessoa,  mas sempre defenderei  o direito de cada um tê-las.

    Ontem mesmo disse isso ao meu sobrinho mais novo, que  o processo democrático que  lhe dá o direito de escolher  quem deve governar o Estado e a Nação, com a idade que  ele tem,  contou com a minha contribuição, e não digo  que foi mínima porque não foi, foi grandiosa. E eu, na idade dele, não tive esse direito.
        E é exatamente em nome desse direito sagrado de escolha, e de todos os avanços  que estamos conquistando, que  luto para não retrocedermos.


AGORA...

...para não perder o humor, nas postagens de hoje,  eu perguntaria ao vereador  Afrânio Lucena, que é do PMDB: o que será de Henrique, com Antonio Magalhães  e Alberan Freitas apoiando-o?  
   Precisa responder  não, domingo a gente tira a dúvida.
    

E...

... foi Henrique descendo a Serra  e  Robson subindo, trazendo na bagagem o apoio de Vilene Rêgo. 

                          Foto: http://uzlemfatosefotos.blogspot.com.br/
                       Robson com o ex-prefeito Vilene Rêgo (de azul)

 No seu comício, não contou com a participação de  lideranças políticas no palanque, mas  foi recebido, diplomaticamente, pelo prefeito Neto da EMATER. E, segundo soube, boa parte da população veio à praça ouvi-lo.  Ao seu lado,  estava o filiado do PC do B,  no município, José  Rodrigues. 



   

sábado, outubro 18, 2014

Sábado, 18 de outubro de 2014

Zeca Baleiro me representa no seu texto

Um Voto Crítico, Mas Convicto


O direito à oposição e o anseio pela alternância de poder são pressupostos básicos de um estado democrático. Desejar e acalentar o sonho de mudanças também é uma natural aspiração de todo cidadão.


Acho o governo Dilma criticável, como todo governo o é. Acho o PT criticável também, como todos os partidos o são. Como todo brasileiro, anseio por mudanças que urgem, embora reconheça que há mudanças políticas em curso neste governo que são louváveis. De qualquer modo, embora Dilma tenha seus pontos vulneráveis, não vejo adversário digno de sucedê-la. Mudar por mudar não me parece conveniente. 

Um dos argumentos mais usados pelos detratores da atual presidente e seu partido é o de que “estão há muito tempo no poder”. Esquecem que os tucanos há 20 anos ocupam o trono do governo de São Paulo (e há tempos vêm cometendo pecados sem perdão como o desmando irresponsável que gerou a crise de abastecimento de água no estado), isso sem falar nas oligarquias do Maranhão, há 48 anos roendo o osso do poder, e a de Alagoas, há outros tantos anos se perpetuando na política local (e estes casos nem devem ser levados em conta, pois, além de antidemocráticos, são imorais).

Um governo comprometido socialmente deve dirigir o olhar primeiramente aos desfavorecidos, aos excluídos do jogo social, isso é óbvio. Este governo que aí está fez isso. E o que não faltam no Brasil são pessoas vivendo em quadro de pobreza extrema, privadas dos direitos básicos de cidadão, massa de manobra barata para oligarcas usurpadores. Quando o buraco é muito fundo – e o fosso social no Brasil é pra lá de fundo -, não há como não ser assistencialista, infelizmente. Uma das frases feitas que mais me indignam neste pobre debate político (debate entre aspas) é a máxima hipócrita de que “é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe”. Ora, como ensinar a pescar um sujeito devastado pela fome e pela doença?

Outro argumento usado à exaustão é o da corrupção, e não podemos nos enganar - todos os partidos, quando ocupam o poder, caem em tentação, para nossa desgraça. A diferença básica neste Fla-Flu de corruptos é que os do PSDB seguem impunes, os do PT nem tanto. Só a punição exemplar desses bandidos somada à vigilância social mais ferrenha poderá fazer banir esta "cultura da corrupção" que hoje impera no país, ou ao menos reduzir os seus índices.

Não sou petista nem sou apegado a partidos ou candidatos. Voto com independência. No primeiro turno, meu voto foi dividido entre candidatos do PSOL, do PSB e do PT. Isto me parece coerente. Se nos próximos anos aparecer uma grande e confiável liderança política de outro partido, não hesitarei em mudar meu voto, desde que seu projeto tenha viés socialista, único projeto político que penso ser viável no mundo de hoje. Isto também me parece coerente.

O que não me parece coerente é ver a ex-candidata Marina Silva, arauta da “nova política”, anunciando seu apoio à candidatura Aécio Neves. Todos sabemos que a sua trajetória de luta contra os barões malfeitores do Acre a aproxima ideologicamente mais do PT, e não foi à toa que ela assumiu a pasta do Meio-Ambiente no governo Lula. Isto que ela agora faz é velha politicagem, jamais nova política. Sabemos para onde miram os políticos do PSDB, e no que vai resultar um novo governo tucano (e faço questão de afirmar o mesmo repúdio às alianças eleitoreiras do PT com velhos caciques paroquiais como Sarney, Collor e Calheiros).

Se a intenção de parte do eleitorado era destronar o PT e Dilma a qualquer custo, então que votasse num partido mais à esquerda (sim, eles existem) e não num partido que reza na cartilha do datado neoliberalismo que levou à convulsão social e ao desemprego massivo países europeus sólidos como França e Espanha, e que quase levou o Brasil à bancarrota, na era FHC. Este, por sua vez, sociólogo pós-graduado na Universidade de Paris, tem como hobby disparar frases infelizes, como a recente declaração preconceituosa e separatista sobre os nordestinos e seu voto, segundo ele, catequizado. Com todo o respeito que possa merecer, o ex-presidente está na Idade Média da Sociologia. Avançamos muito nos últimos anos em termos de “pensamento social”. Não há porque retroceder.

Votarei em Dilma e, caso ela seja eleita, terá em mim um crítico implacável de seu governo. É assim que entendo o que chamam de democracia. O resto é balela.

P.S.: Peço aos internautas que queiram comentar, criticar ou divergir do meu texto, que o façam civilizadamente, com argumentos embasados, não com ofensas ou baixarias. De baixo, já basta o nível do debate dos nossos candidatos na corrida eleitoral.


Zeca Baleiro
(17 de outubro de 2014)